Nova base aliada do governador reeleito no AM é maioria na Aleam

30/12/2014 03h32 - Atualizado em 30/12/2014 03h59

Dos 24 deputados, 14 parlamentares são de partidos aliados de José Melo.
Outros dez deputados estaduais eleitos integram oposição ao governo.

A partir de 2015, a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) terá nova composição parlamentar. Em tese, o governador reeleito José Melo (PROS) tem apoio da maioria de deputados eleitos. Dos 24 deputados estaduais, 14 são de partidos da base aliada. (Veja abaixo lista com aliados e opositores).
Durante o primeiro turno das eleições deste ano, a coligação “Fazendo Mais Por Nossa Gente”, de José Melo, foi composta por 16 partidos: Partido Republicano da Ordem Social (PROS), Partido Social Democrático (PSD), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) do prefeito de Manaus Artur Neto, Democratas (DEM), Solidariedade (SDD), Partido Republicano Progressista (PRP), Partido Social Liberal (PSL), Partido Social Cristão (PSC) e do Partido Trabalhista Cristão (PTC).
Melo recebeu o apoio ainda do Partido Trabalhista Nacional (PTN), Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Partido Verde (PV), Partido Ecológico Nacional (PEN) Partido Trabalhista do Brasil (PT do B) e do Partido da República (PR), do senador Alfredo Nascimento, eleito deputado federal pelo Amazonas em 2014. Já no segundo turno do pleito, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) passou a apoiar a candidatura Melo.
Juntos, os oito – dos 17 partidos aliados – terão 14 deputados ocupando cadeiras na Aleam. Enquanto os sete partidos de oposição contarão com dez parlamentares na bancada estadual.
O deputado eleito Serafim Corrêa (PSB), que foi oposição no primeiro turno e se aliou a José Melo no segundo turno do pleito, disse que pretende dar continuidade à aliança com o governador reeleito na Assembleia Legislativa. “A lógica é a seguinte: quem ficou ao lado de um candidato vai seguir o que o povo decidiu. Então, quem estava apoiando o José Melo, a lógica é que fique ao lado dele para ajudá-lo a governar e quem apoiou outro candidato seja oposição. É o natural e lógico, mas a maneira como isso vai acontecer, e a forma de contribuir, são coisas que nós [PSB] conversaremos internamente no partido e com o governador”, afirmou Serafim Corrêa.
Apesar da tendência de esquerda por integrar partidos opositores, existe a possibilidade de deputados assumirem uma postura de centro devido às antigas parcerias políticas e afinidades pessoais com governador José Melo. É o caso do deputado Sinésio Campos (PT), que embora seja petista e da base opositora, é considerado um amigo pelo governador reeleito. Ao G1, o parlamentar não descarta votar a favor de projeto de autoria do Executivo Estadual.
“Vou continuar sendo o líder da sociedade na Casa, no papel de fiscalizar e fazer uma oposição responsável comprometida apenas com o cidadão. Voto a favor em tudo que for de interesse da sociedade, mesmo vindo por mensagem do governo. Até porque não fui eleito para fazer uma oposição sistêmica. Não sigo o perfil: ‘porque é do governo, sou contra!’. O que for propositivo e de interesse da sociedade vindo do Executivo e de outros poderes, terá da minha parte parecer favorável”, declarou o deputado Sinésio.


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