13/05/2015 13h32 - Atualizado em 13/05/2015 13h32

Cabo da PM é ameaçado de morte

Militares realizaram protesto contra as ameaças feitas por traficantes.
Foto: Grupo Bronca no Ar
Foto: Grupo Bronca no Ar

Um grupo de policiais militares, realizaram um protesto na noite desta terça-feira (12), na comunidade Jesus me Deu, na zona Norte de Manaus, próximo ao local onde integrantes da Força Tática espancaram três jovens na semana anterior. De acordo com o responsável pelo policiamento da área, tenente Júnior Silva, da 18ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), aproximadamente 500 policiais estiveram na manifestação, porém, testemunhas que estiveram no local, ouvidas pela reportagem, afirmam que o número não passava de 100 PMs.

Segundo o tenente, o motivo do protesto é por conta das ameaças feitas por traficantes da local, contra o dono da panificadora, um cabo da Polícia Militar. “Os criminosos acham que o policial fez as ligações que culminaram nas ações vistas nos vídeos das câmeras de segurança. Isso levou ao aumento das ameaças contra o cabo e a família dele”, informou o Tenente.

De acordo com informações coletadas no local, o comércio da família do cabo na comunidade Jesus Me Deu já chegou a sofrer 15 assaltos, além de ameaças de traficantes antes da divulgação do vídeo. Para dominuir o número de assaltos o cabo solicitou que ele policiais da 18ª Cicom intensificassem a fiscalização na região nos últimos dias.

O dono do mercadinho informou que pediu para não ser identificado, disse que as ameaças se tornaram frequentes nos últimos 40 dias. Com medo de represálias, moradores preferem o silêncio.

O caso

Após imagens divulgadas pelos meios de comunicação, no qual mostravam três policiais agredindo jovens em uma rua na comunidade Jesus me Deu, na zona norte de Manaus. Os jovens envolvidos na agressão registraram denúncia na Corregedoria da Policia Militar e no 18º Distrito Integrado de Policia, onde será feita a investigação.

O trio de policias foram afastados da Força Tática e transferidos para uma área administrativa da PM.
Uma sindicância aberta na Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública apura o caso. O prazo para a conclusão do processo é de até 90 dias, com penalidade máxima de expulsão para os policiais.
A investigação penal para apurar o crime está sob responsabilidade da Polícia Militar e pode resultar em uma pena de reclusão aos policiais. Já a SSP-AM está à frente da investigação administrativa, que pode gerar a demissão dos policiais. Ambos os procedimentos seguem paralelamente.

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