21/05/2015 17h12 - Atualizado em 26/05/2015 18h24

Carregamento de manga vinda de RR é apreendido em feiras de Manaus

A venda é proibida por hospedar a larva da praga da ”mosca da carambola’.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Fiscais da Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo, Abastecimento, Feiras e Mercados (Semtef) apreenderam nesta quinta-feira, 21, aproximadamente 1,2 tonelada de manga Coité produzidas em Boa Vista (RR) e que tem sua comercialização proibida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em todos os Estados, por concentrar a larva da praga da “mosca da carambola”.

Cada fruto pesa em média 850 gramas e foi encontrado por fiscais do Departamento de Feiras e Mercados (Demef), sem notas fiscais e certificado de origem, pronto para ser comercializado nas feiras da Panair, no bairro Colônia Oliveira Machado, zona Sul, Banana e Manaus Moderna, no Centro. As mangas estavam divididas em 48 caixas – chamadas de “caçapas” pelos feirantes -, cada uma pesando 25 quilos e seriam vendidas ao preço de R$ 50.

De acordo com o secretário da Semtef, David Valente Reis, Manaus é a principal cidade da rota do comércio da manga e a “mosca da carambola” é uma praga que está se espalhando pela região Norte do Brasil. “No caso de Roraima, alguns produtores insistem em arriscar abastecer a capital com o fruto. A orientação é de vigilância permanente para cumprir o Programa de Erradicação da Mosca da Carambola”, disse.

Essa é a primeira grande apreensão da manga Coité na capital. Por conta disso, David alertou os fiscais e administradores das 46 feiras e mercados a intensificar as fiscalizações em cima do produto. O secretário disse que a Semtef recebe denúncias de comercialização do comércio e de produtos sem origem de procedência ou nota fiscal pelo telefone 3663-8488, de segunda a sexta-feira.

David Reis lembrou que a entrada do furto em Manaus põe em risco a economia do Amazonas, porque se a praga for detectada o Estado pode ficar proibido de exportar frutas para outros estados e, até, países. “Se o Mapa detectar a existência da praga no Estado, vamos perder o nosso potencial de exportação e, isso, é uma coisa muito grave para a nossa economia”, alertou.

O produto apreendido foi entregue aos fiscais da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), que vão realizar o processo de descarte no Aterro Sanitário, no quilômetro 9, da rodovia AM-010. Os donos das bancas onde o fruto foi encontrado foram atuados pela Semtef, de acordo com a Lei Municipal nº 123/2004, que disciplina o uso do espaço público e a comercialização de produtos em feiras e mercados de Manaus.

Fonte: Da Redação

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