28/05/2015 17h04 - Atualizado em 28/05/2015 17h08

NET leva caso de assédio de funcionário à polícia

Empresa afirmou que casos como o de Ana Prado normalmente não chegam até as instâncias superiores.
Foto: Divulgação
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A NET está estudando criar uma central de denúncias, depois que diversos casos de assédio por parte de seus funcionários foram divulgados ontem, 27. Ela também pediu que o caso da cliente Ana Prado, que recebeu mensagens inadequadas de um funcionário por WhatsApp, fosse levado para a polícia.

A empresa afirmou que casos como o que aconteceram com a jornalista Ana Prado normalmente não chegam até as instâncias superiores. Por isso, a denúncia e a investigação criminal seriam importantes.

Ela também disse que está investigando o fato, pois “o que aconteceu é ilegal, ninguém pode usar dados da empresa para fazer contatos particulares”.

Depois de oferecer um pacote, um funcionário da NET adicionou Ana no WhatsApp. Depois de uma conversa inapropriada, ela denunciou o caso no Facebook. Nos comentários desta postagem, outros contaram que já viveram situações parecidas.

O caso teve um impacto enorme – a postagem recebeu mais de 12 mil curtidas e 3 mil compartilhamentos.

Em conversa com Ana Prado, a empresa afirmou que “a diretoria inteira está reunida nesse caso. Estamos pensando em criar um canal só para receber denúncias, pois casos assim não chegam até nós”, contou a jornalista em um novo post na rede social.

Ela afirmou que a companhia se ofereceu para leva-la até uma delegacia, para registrar um Boletim de Ocorrência. O registro serviria não só para punir o funcionário com uma demissão por justa causa, mas também “dar prosseguimento na esfera criminal”.

Na conversa com a jornalista, a NET afirmou que “a pessoa que fez isso é provavelmente de uma empresa parceira contratada para fazer vendas. Mas ela não pode fazer isso. O que aconteceu é ilegal, ninguém pode usar dados da empresa para fazer contatos particulares.”

A empresa disse que todos os atendentes assinam um contrato que os proíbe de entrar no ambiente de trabalho com celular, papel, lápis ou qualquer outra coisa que possibilite guardar informações dos clientes.

A NET também divulgou uma nota oficial em sua página no Facebook, afirmando que “está averiguando os fatos relatados e tomará todas as medidas cabíveis para apurar, identificar e afastar sumariamente qualquer colaborador ou prestador de serviço que faça uso indevido de informações pessoais, confidenciais e sigilosas de nossos clientes.”

Segundo a companhia, “colaboradores envolvidos em atividades de atendimento ao cliente têm acesso mínimo e restrito aos dados estritamente necessários para executar suas funções, sempre de forma individualizada e rastreável“.

Fonte: Exame.com

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