03/06/2015 17h10 - Atualizado em 3/06/2015 17h10

Bolsistas do CBA pedem apoio de deputados para evitar que o órgão feche

Foto: Divulgação
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Os 48 bolsistas do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que estão com seus respectivos contratos encerrando no próximo dia 10, pediram o apoio da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (3), para evitar que as portas do centro fechem. Em Cessão de Tempo concedida pelo deputado estadual José Ricardo (PT), a pesquisadora Arlena Gato fez um relato da atual situação do centro de pesquisa que iniciou suas atividades em 2004 para o fornecimento de produtos e serviços.

Como o CBA não tem personalidade jurídica, os contratos são feitos por meio de convênios da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) com os órgãos de pesquisa. Inicialmente com a Fundação de Amparo a Pesquisa (Fapeam) e a partir de 2013 com a Fundação Djalma Batista. Segundo Arlena Gato, no período de 2004 a 2009 o número de bolsistas somados aos administrativos chegava a 200 trabalhadores. “Hoje restam 48 bolsistas que estão prestes a serem mandados embora”, disse.

Recentemente a direção da Suframa reuniu com os pesquisadores para dizer que o contrato com a Fundação Djalma Batista encerra no dia 10 de junho sem perspectiva de renovação. “Alguns profissionais estão no centro há mais de 10 anos e serão mandados embora sem nenhum centavo e reconhecimento porque o centro não existe de direito”, frisou.
Defensora da ciência e tecnologia no Amazonas e na região amazônica, Arlena Gato disse que além dos pesquisadores perderem seus empregos, os materiais biológicos serão perdidos. “Isso é uma irresponsabilidade com os recursos públicos lá investidos”, informou.

José Ricardo pediu à Mesa Diretora da Casa que faça um encaminhamento formal de apoio aos bolsistas e ao mesmo tempo de solicitação para os ministérios, de Ciência e Tecnologia, e de Indústria e Comércio Exterior, para que se manifestem sobre o funcionamento do CBA. “Ao encerrar esse convênio, encerram-se as atividades do centro porque os bolsistas que estão trabalhando são os remanescentes, o que indica que as portas serão fechadas, se não forem tomadas medidas urgentes”, frisou.

Os deputados Dermilson Chagas (PDT), Bosco Saraiva (PSDB), Luiz Castro (PPS), Alessandra Campêlo (PCdoB), Serafim Corrêa (PSB) e Bi Garcia (PSDB) também se pronunciaram cobrando uma definição para o CBA e a mão de obra lá existente.

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