17/06/2015 16h14 - Atualizado em 17/06/2015 16h14

Clínica Escola é prioridade na luta em defesa dos direitos dos autistas em Manaus

Foto: Divulgação
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A luta pela construção da Clínica Escola na cidade de Manaus, que ofereça ensino individualizado a crianças com o transtorno do Espectro Autista, sensibilizou, na manhã desta quarta-feira (17), os vereadores na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na fala da apoiadora da causa, Berenice Piana, durante a Tribuna Popular sobre o tema.

Mãe de filho autista e batalhadora da causa que resultou na Lei 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, a lei conhecida como Berenice Piana, a ativista está em Manaus para fazer uma palestra às 14h, sobre o assunto no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Amazonas, bairro Adrianópolis.

A convite do vereador Álvaro Campelo (PP), Berenice Piana, veio à Câmara, onde pediu o apoio dos vereadores para a causa. O vereador ressaltou que é um sonho dos pais de autistas implementar o projeto na cidade de Manaus. Os parlamentares presentes ao plenário manifestaram apoio à iniciativa. “Queremos o apoio necessário para tenhamos em curto espaço de tempo a Clinica Escola na cidade de Manaus. A Prefeitura de Manaus tem se esforçado para contemplar essas famílias”, disse ele, ao afirmar que hoje em Manaus as estimativas dão conta de que 20 mil pessoas possuem a espectro autista, mas que os pais e professores desconhecem o fato por não serem profissionais da área médica. “O desrespeito que se vê no dia a dia é fruto do desconhecimento da síndrome”, afirmou.

Os dados fornecidos por Berenice Piana, na Tribuna Popular, chocaram os vereadores. Segundo ela, a cor azul, oficial da luta em defesa dos direitos dos autistas, é para chamar a atenção para o fato de que de cada cinco crianças notificadas com autismo, quatro são meninos. “Ser mãe é matar um leão por dia, mas ser mãe de autista é matar vários leões todos os dias”, afirmou.

De acordo com a ativista a garra na defesa dos direitos dos autistas é proporcional à dor. “Nunca podemos prever o que vai acontecer com essa criança. A sociedade não está preparada para isso e o mundo também não, mas o autista é um cidadão do mundo”, disse.

Como explicou, não há diagnóstico há 20 anos e a universidade não fala de autismo no Brasil. “As famílias que tem dinheiro vão para os Estados Unidos e Europa. O Brasil não tem protocolo de diagnostico precoce, mas temos autistas e muitos”, assegurou, lembrando que hoje o autismo já é maior que os diagnósticos de câncer, AIDS e diabetes somados.

A ativista pediu o cumprimento da Lei. “Não foi fácil a gente implantar uma lei que protegesse o direito dos autistas”, assegurou. Como explicou, hoje os autistas são 1.47% da população mundial, e mais de 2 milhões em todo o Brasil. A projeção, segundo ela, é que para 2025, a cada duas crianças nascida uma será autista. “E provavelmente vamos chegar um por um nas estatísticas até 2025”, garantiu.

Berenice Piana argumentou, ainda, que um veneno usado nas plantações de soja está surgindo como provável causador não só do autismo, mas também do mal de Alzheimer e Parkison. “No Amazonas existem vários componentes físicos que estão agravando a situação. Portanto é mais barão tratá-los do que não tratá-los. É melhor do que colher os frutos de um adulto incapacitado, de que não consegue viver na sociedade”, disse ela.

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