15/06/2015 15h04 - Atualizado em 16/06/2015 04h56

Novo tratamento reduz, de 48 para 12 semanas, cura da hepatite C no Brasil

Tratamento será disponibilizado na rede pública de saúde ainda este ano
O Brasil é um dos primeiros países a adotar a nova tecnologia na rede pública de saúde
O Brasil é um dos primeiros países a adotar a nova tecnologia na rede pública de saúde

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) aprovou, nesta quinta-feira (11), o uso de novos medicamentos para o tratamento de Hepatite C no Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é de que a portaria comunicando a inclusão dos medicamentos na rede pública de saúde seja publicada na próxima semana.

O novo tratamento, composto pelos medicamentos daclatasvir, sofosbuvir e simeprevir, tem uma taxa de cura de 90%, significativamente maior que todos os tratamentos utilizados até o momento, e duração de 12 semanas, contra as 48 semanas de duração da terapia anterior. Outra vantagem é que todo o tratamento é oral, dando mais qualidade de vida e conforto ao paciente.

Para a compra dos medicamentos, nesse primeiro ano, a previsão é de que sejam investidos até R$ 500 milhões para o atendimento de 15 mil pacientes. Durante a reunião da Conitec também foi apresentado o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a doença, com novas recomendações e orientações para a condução do tratamento. O novo PCDT deverá entrar em consulta pública nos próximos dias e já conta com a recomendação de aprovação.

“O Brasil fez o processo de incorporação muito rápido porque a hepatite c é um exemplo de que o avanço tecnológico tem produzido impactos em curto prazo. Há dois anos, o Brasil foi um dos primeiros a incorporar os inibidores de protease e agora somos um dos primeiros países em desenvolvimento e com tamanho da população a incorporar esse novo tratamento”, avalia o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV). A transmissão ocorre, dentre outras formas, por meio de transfusão de sangue, compartilhamento de material de uso de drogas, objetos de higiene pessoal, alicates de unha, confecção de tatuagem e colocação de piercings. No Brasil, estima-se, que 1,4 milhão a 1,7 milhão de pessoas tiveram contato com o vírus.

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