16/07/2015 14h42 - Atualizado em 16/07/2015 14h42

Após resposta de sincera de Merkel, jovem refugiada chora na Alemanha

Palestina questionou a demora do governo alemão em reconhecer seus pais como refugiados.
Foto: Veja.com
Foto: Veja.com

Uma estudante palestina que chegou há quatro anos na Alemanha com sua família procedente do Líbano e ainda está à espera de regularizar sua situação não resistiu à sinceridade da chanceler Angela Merkel e começou a chorar após ouvir uma resposta indesejada. O incidente aconteceu nesta quarta-feira em uma escola de Rostock, no norte do país. Foi durante um dos encontros da campanha do governo chamada “Diálogo cidadão”, que põe a chanceler e outros políticos em contato com a população para conhecer as preocupações dos cidadãos.

Uma sorridente adolescente contou em um perfeito alemão, que foi elogiado pela chanceler, sua fácil integração na escola na qual chegou há quatro anos desde um campo de refugiados do Líbano. Mas a história que queria narrar era a de família, com seu pai e sua mãe à espera de um sinal positivo do governo alemão para conseguir obter a condição de refugiados de guerra. Sem isso, a garota conta que seus pais não podem ter um trabalho regular e a família é impedida de planejar seu futuro.

Merkel reconheceu a lentidão no estudo das solicitações e admitiu que não se pode demorar quatro anos para dar uma resposta, mas ressaltou que o Líbano não é um país em guerra civil e deixou claro que é impossível abrir a porta a todos os palestinos que vivem nos campos de refugiados. “A Alemanha não pode receber todas as pessoas procedentes desses campos e alguns terão que retornar”, disse Merkel, fazendo a adolescente chorar desconsoladamente. A chanceler demorou alguns segundos para perceber o ocorrido e, ao se aproximar da menina para tentar tranquilizá-la, ficou evidente que não era essa a resposta que a garota esperava quando apresentou seu problema à chanceler.

Casamento gay – Angela Merkel também quase entrou em outra saia justa quando um adolescente questionou sua oposição em relação ao casamento homossexual. Merkel condenou qualquer tipo de discriminação, mas disse que ela, pessoalmente, acredita que o casamento é a união entre um homem e uma mulher e lembrou que gays e lésbicas podem se registrar na Alemanha como casais de fato com os mesmos benefícios que os heterossexuais.

A chanceler defendeu a legitimidade das distintas posturas e reconheceu que em seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), há diferentes opiniões, como há na sociedade alemã. “Não há diferenças também nos grupos de estudantes?”, perguntou Merkel em voz alta aos alunos, que responderam juntamente que todos eram a favor do casamento homossexual.

Fonte: Veja.com

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