13/07/2015 13h28 - Atualizado em 13/07/2015 15h30

Após visita ao Instituto Dona Lindu, deputado cobra do Governo UTI materna

O parlamentar também pede a ampliação do atendimento à saúde da mulher
Foto: Divulgação
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O deputado José Ricardo Wendling (PT) esteve em visita de fiscalização ao Instituto da Mulher Dona Lindu, no último final de semana, onde identificou vários problemas: longa espera de mulheres para realização de cirurgias eletivas ginecológicas; falta de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) materna; superlotação dos leitos de UTIs e UCIs (Unidades de Cuidados Intermediários) neonatais, devido ao precário atendimento no período do pré-natal; grande quantidade de funcionários terceirizados ou cooperados, em comparação aos efetivos; e necessidade de se ter espaços para a internação das gestantes no momento do pré-parto.

“Irei enviar relatório dessa visita, como sempre faço, à Secretaria de Estado da Saúde (Susam) cobrando a ampliação do atendimento à saúde da mulher, incluindo a reativação da UTI materna e a intensificação das cirurgias eletivas”, declarou José Ricardo, lembrando que já convocou o novo secretário da Susam, Pedro Elias, para expor seu plano de trabalho na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).

Ele contou que é grande fila de mulheres esperando para cirurgias eletivas ginecológicas. “A maioria é por problemas de mioma. Chegam a esperar seis meses ou mais, correndo risco de morrer. Uma situação desumana”, destacou.

Outra situação identificada pelo parlamentar é que o Instituto da Mulher não tem mais UTI materna. “Desativaram para dar mais espaço aos leitos neonatais. Uma lamentável decisão, que vamos questionar. Tanto a mãe quanto o filho têm direito ao tratamento de saúde intensiva, o direito à vida. Outro fato preocupante é que o hospital não possui saída de emergência”.

Para ele, é preciso criar espaços adequados para a internação das gestantes no pré-parto, que são obrigadas a voltar para casa sem a devida assistência que requer nesse período da vida. “Muitas vezes são mães com poucos recursos, sem transporte próprio e morando em local bem distante da maternidade, tornando esse belo momento de dar a luz uma criança numa verdadeira via crucis!”, relatou

Um dos grandes problemas vividos pelo Instituto da Mulher, que também é realidade de muitas maternidades, é a falta de um atendimento adequado no pré-natal, atendimento básico, que afirmou ser de responsabilidade da Prefeitura. “Os 29 leitos de UTIs e UCIs (Unidade de Cuidados Intermediários) neonatais vivem lotados por bebês que não foram devidamente acompanhados no pré-natal. A Prefeitura não está priorizando o atendimento às gestantes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), resultando em partos prematuros e crianças que nascem com muitos problemas de saúde que poderiam ser tratados ou evitados ainda no ventre materno. Manaus já foi considerada Cidade Amiga da Criança. O que o prefeito está fazendo a respeito disso?”.

José Ricardo também comentou que a maioria dos funcionários do Instituto é de empresas terceirizadas ou de cooperativas. Um problema geral nos hospitais públicos da cidade. Ele, inclusive, já denunciou algumas dessas empresas por pagar mal seus trabalhadores e não depositar direitos trabalhistas, como INSS e FGTS, e cobra que o Governo do Estado convoque os concursados da Susam, conforme previsto na Constituição.

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