01/07/2015 09h10 - Atualizado em 5/05/2016 03h37

Catadores denunciam coleta irregular de lixo em Manaus

Denunciante diz que empresas de coleta recolhem galhos e troncos para aumentar volume de lixo
Foto: Semulsp
Foto: Semulsp

Representantes do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do Amazonas denunciaram nesta terça-feira (30), na Câmara Municipal de Manaus (CMM) irregularidades praticadas pelas empresas coletoras de lixo do município, como o recolhimento de galhos e troncos considerados, apenas para aumentar o volume de lixo e, consequentemente, o faturamento das prestadoras de serviços de coleta seletiva.

De acordo com a catadora Naterci Navegantes, o movimento tem acompanhado através da imprensa ações de combate às lixeiras clandestinas e resolveu contribuir. “Sabemos que essas empresas não estão de acordo com a Lei nº 12.305 , que trata dos resíduos sólidos, por isso, viemos até o presidente para alinhar as informações e saber como está o andamento dessa investigação, pois essa também é nossa bandeira de luta e queremos contribuir para o encerramento dessas atividades e a valorização do trabalho dos catadores”, disse.

As denúncias foram apresentadas ao presidente da Comissão de Vigilância Permanente da Amazônia e Meio Ambiente (Comvipama) da CMM, vereador Everaldo Farias (PV). Na pauta, também foi discutido a aplicação do Plano Diretor Municipal de Resíduos Sólidos e a inclusão socioprodutiva dos catadores na coleta seletiva da cidade. “Ainda não conseguimos avançar para potencializar o trabalho dos catadores porque Manaus não tem um Plano de Coleta Seletiva”, criticou Irineide Lima, que também entregou a identificação das empresas que estão fazendo o serviço de coleta irregular ao vereador Everaldo Farias.

Segundo Farias o Plano Diretor de Resíduos Sólidos, que será implementado até novembro deste ano, prevê regras de destinação de resíduos químicos, hospitalares, pneus, entre outros, e a criação de um agente de limpeza pública para certificar e fiscalizar os lixões.

O parlamentar lembrou que a lei nº 1868/2013, resultado de um projeto de autoria dele, obriga a Prefeitura de Manaus a priorizar a contratação de cooperativas de trabalho formadas por catadores de resíduos sólidos recicláveis no sistema de limpeza pública da cidade. A lei prevê, ainda, que o município deve garantir vagas em creches para as famílias dos catadores de lixo que estiverem atuando no serviço de limpeza pública.

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