23/07/2015 09h49 - Atualizado em 23/07/2015 09h49

Desemprego sobe a 6,9% em junho, maior taxa para o mês desde 2010, diz IBGE

Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira.
Foto: Reprodução
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O desemprego chegou a 6,9% em junho, a maior taxa para o mês desde 2010, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Naquele ano, o desemprego em junho foi de 7%.

Na comparação com maio deste ano, quando foi de 6,7%, o desemprego cresceu 0,2 ponto percentual, resultado considerado estável pelo instituto. Em relação a junho de 2014, quando era de 4,8%, o aumento foi de 2,1 pontos percentuais.

Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (23) e fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego). A PME é baseada nos dados das regiões metropolitanas de Recife, Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

O IBGE não considera desempregado quem não tem trabalho ou procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

População desempregada cresceu em um ano
O número de pessoas sem trabalho foi estimado em 1,7 milhão em junho, ficando estável na comparação com maio, mas cresceu 44,9% na comparação com junho de 2014, com 522 mil pessoas a mais procurando emprego.

A população com trabalho foi estimada em 22,8 milhões, resultado também considerado estável no mês, e com queda de 1,3% em um ano, ou menos 298 mil pessoas.

A população não economicamente ativa, que são as pessoas consideradas fora do mercado de trabalho (que não têm nem procuram emprego), foi de 19,3 milhões de pessoas, número considerado estável na comparação mensal e na anual.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou estável no mês, em 11,5 milhões, e recuou 2% (menos 240 mil pessoas) em relação a junho de 2014.

Desemprego aumentou nas seis regiões em um ano
Segundo o IBGE, a análise mensal mostrou que a taxa de desocupação não mudou em nenhuma das regiões pesquisadas em relação a maio.

Em relação a junho de 2014, porém, a taxa cresceu em todas as regiões. Em Recife, passou de 6,2% para 8,8%; em Salvador, de 9% para 11,4%; em São Paulo, de 5,1% para 7,2%; em Porto Alegre, de 3,7% para 5,8%; no Rio de Janeiro, de 3,2% para 5,2% e em Belo Horizonte, de 3,9% para 5,6%.

Em 12 meses, rendimento médio do trabalhador caiu 2,9%
O rendimento médio real (ajustado pela inflação) dos trabalhadores foi de R$ 2.149,10, crescendo 0,8% na comparação com maio (R$ 2.132,58 ) e diminuindo 2,9% em relação a junho de 2014 (R$ 2.212,87).

Em junho, o rendimento médio real habitual subiu em Recife (2,2%); Belo Horizonte e Porto Alegre (1,1%, ambos); Rio de Janeiro (0,8%) e em São Paulo (0,7%). Em Salvador, caiu (-0,7%).

No ano, o rendimento caiu em quatro regiões: Rio de Janeiro (-5%); Salvador e São Paulo (-3,1%, ambos) e Belo Horizonte (-2,5%), com alta em Recife (0,5%) e estabilidade em Porto Alegre.

Junho teve corte de 111,2 mil de vagas
Segundo o Ministério do Trabalho, o Brasil fechou 111.199 vagas de trabalho com carteira assinada em junho, o pior resultado para o mês desde 1992. Os dados foram divulgados no último dia 17 e são baseados no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Governo lançou programa para evitar mais demissões
Na última quarta-feira (22), começaram a valer as regras para empresas aderirem ao Programa de Proteção ao Emprego, lançado pelo governo. Empresas em crise econômica poderão reduzir a jornada e o salário dos funcionários temporariamente em até 30%.

O governo deve bancar metade desse valor reduzido do salário com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), com limite de até R$ 900,84.

Para participar do programa, as empresas devem comprovar que estão em crise e conseguir a aprovação do sindicato que representa os trabalhadores. Os funcionários não poderão ser demitidos durante o tempo que estiverem no programa. No final do período, o vínculo trabalhista deve ser mantido ainda pelo prazo equivalente a um terço do período da adesão.

Fonte: UOL

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