06/07/2015 09h51 - Atualizado em 6/07/2015 18h45

Em reunião com secretários, Melo anuncia novo corte de gastos

Ajustes começarão por despesas extras com serviços terceirizados e expectativa é gerar economia de R$ 600 milhões.
Fonte: Secom
Fonte: Secom

Em reunião com o secretariado o governador José Melo (PROS) falou, no último sábado, em novos cortes de gastos para enfrentar com maior segurança os impactos da crise econômica brasileira nas finanças do Estado. A meta é revisar e cortar despesas como serviços de limpeza e conservação, passagens e diárias, vigilância patrimonial e transporte. A expectativa é gerar uma economia de R$ 600 milhões em um ano. Este é o segundo ajuste na estrutura do governo realizada por José Melo. Em março, o governador aprovou reforma administrativa, na qual promoveu corte de cargos comissionados, reestruturou e também extinguiu secretarias.

José Melo disse que os impactos negativos da crise econômica do país ficaram acima do espera nas contas do Estado. Segundo ele, só no primeiro semestre, houve perdas de R$ 300 milhões na receita tributária com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a principal fonte de recursos estaduais.

Um balanço das contas do Estado foi apresentado aos secretários pelo coordenador-geral do Comitê Estratégico de Acompanhamento de Gestão do Governo, Evandro Melo, e pelos secretários de Fazenda, Afonso Lobo, e de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Thomaz Nogueira. Ao longo da semana, o Comitê Estratégico de Acompanhamento de Gestão fará reuniões com os titulares dos órgãos do Governo para detalhar estratégias e metas de redução de custos da máquina administrativa.

“Temos que perseguir uma meta. É imperioso sob pena de chegar ao final do ano com as finanças do Estado bastante comprometidas. É uma situação contingencial que veio no bojo dos desacertos nacionais e que atingem a Zona Franca de Manaus (ZFM) da forma mais forte que o resto do Brasil”, disse Melo, acrescentando que os principais mercados consumidores da Zona Franca de Manaus reduziram o consumo.

Segundo José Melo, a atual crise econômica exige soluções domésticas uma vez que o Governo Federal está restringindo a obtenção de empréstimos externos pelos governos estaduais. “No passado, em uma situação de dificuldade, ia-se ao mercado internacional, contraía empréstimos e conseguia contornar. Esse ano, o Governo Federal fechou essa porta porque não dá mais o aval por conta do superávit primário. Temos projetos para fazê-los, os organismos internacionais têm recurso, mas não dá para fazer”, enfatizou o governador.

Só este ano, o Governo do Estado prevê o desembolso de R$ 800 milhões com a amortização de empréstimos realizados em anos anteriores, incluindo aqueles destinados às obras como a da Ponte Rio Negro e do Programa Social e Ambiental de Manaus (Prosamim), segundo Melo.

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