21/07/2015 17h56 - Atualizado em 21/07/2015 17h56

Ex-ministro de Saúde aponta avanços e entraves do SUS em evento na Fiocruz

Foto: Divulgação
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“O Sistema Único de Saúde (SUS) não é um produto acabado. Temos que pensar constantemente em ferramentas de mudanças”, segundo o ex-ministro de Saúde, José Agenor Silva. A declaração foi dada, na última segunda-feira (20/07), durante a abertura do 1º Simpósio de Políticas Públicas de Saúde realizado pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

Durante a palestra de abertura do evento, o ex-ministro apresentou os principais avanços do Sistema Único de Saúde (SUS) e os desafios a serem enfrentados para que se garantam políticas públicas de saúde com qualidade. “O que realmente importa são as pessoas. É necessário que se pense nisso, na qualidade de vida e da saúde delas”, disse Silva.

Entre os avanços do SUS, o ex-ministro destacou a ampliação da inclusão social, diminuição da taxa de mortalidade infantil, controle do HIV/ Aids e as estratégias da saúde da família. “Há vários avanços, porém ainda é grande a iniquidade na distribuição. Ainda se convive com uma alta concentração de serviços nas regiões centrais e no Sul. Temos que pensar no SUS juntos, não é um papel só dos gestores”, disse José Agenor Silva.

Já entre os desafios, ele salientou o acesso universal, a gestão, o acolhimento com qualidade e o financiamento público. “Temos um sistema em construção no qual precisamos garantir acesso ao atendimento das pessoas que necessitam; melhorar este atendimento; ter profissionais motivados e que, principalmente, tenham mecanismos claros para fazer com que esse atendimento aumente em função do crescimento da população”, disse.

Além do ex-ministro, o vice-diretor da Fiocruz Brasília, Wagner de Jesus Martins também participou das discussões. Segundo ele, o SUS precisa atender as necessidades de cada região. “É mais do que necessário que se atenda as especificidades de cada região do País pra que se tenha efetividade e que as pessoas possam ter, assim, qualidade de vida. É esse atendimento diferenciado que garantirá uma vida melhor à população”, explicou.

Discutir a gestão

O 1º Simpósio de Políticas Públicas de Saúde está sendo realizado pelo Curso de Especialização em Gestão de Organizações Públicas de Saúde do ILMD/ Fiocruz Amazônia, coordenado pelo vice-diretor de Gestão da Fiocruz Amazônia, Carlos Henrique Carvalho. “É de extrema importância tratarmos deste assunto. Atualmente, o SUS passa por uma reforma também em sua gestão, que é uma das grandes responsáveis para que o sistema melhore”, disse Carlos Henrique Carvalho.

Para a secretária de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e aluna do curso de Gestão da Fiocruz Amazônia, Graça Prola, no Simpósio foram discutidas questões fundamentais para a gestão. “Como aluna, ele reaviva todos os conhecimentos adquiridos antes. Já na qualidade de gestora, é fantástico pois o curso não só dá os marcos regulatórios mais atuais como também coloca, no circuito de grandes decisões, as mudanças de atitude na qualidade de gestores dos órgãos públicos”, disse Graça Prola.

A programação segue nesta terça-feira (21/07), com a palestra do doutorando em Ciências da Informação pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador da Fiocruz Brasília, Ricardo Barros Sampaio, que fará uma apresentação sobre ‘Análise de redes aplicada à área de Saúde’.

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