16/07/2015 14h58 - Atualizado em 20/07/2015 22h00

Governo se recusa a chamar 18 mil concursados da Susam e Seduc, diz deputado

A terceirização de profissionais incomoda os aprovados.
Foto: ALEAM
Foto: ALEAM

O Governo do Estado se recusa a chamar os quase 18 mil profissionais aprovados nos concursos das Secretarias de Estado da Saúde (Susam) e da Educação (Seduc). Esta é a opinião do deputado estadual Luiz Castro (PPS).

O parlamentar denunciou que o Governo prefere a terceirização dos profissionais da saúde a convocar os cerca de 11 mil aprovados no certame, realizado no ano passado. Luiz Castro lembrou do ‘grande buraco’ de servidores da área nas unidades do interior do Estado.

Para ele, trata-se de um contrassenso o Governo promover um concurso público, não chamar os aprovados e permitir a terceirização de diversos serviços que absorvem profissionais da área finalística, contrariando inclusive os dispositivos legais vigentes no país.

“O marco legal define a vedação da terceirização de atividades fins para empresas privadas. Não me refiro às cooperativas médicas de urgência e emergência, mas principalmente às empresas privadas que estão atuando em seguimentos estratégicos do setor de saúde do nosso Estado e atrapalhando a convocação dos concursados”, afirmou.

Professores concursados perdem para recontratados
A educação também perde com a incongruência governamental, conforme Luiz Castro. Na Seduc, os contratos temporários são renovados a cada ano, impedindo a convocação dos aproximadamente sete mil aprovados no concurso.

Segundo Castro, há informações que, no ano passado, em diversas escolas estaduais, foram preenchidas de forma fictícia notas de física e de química para aulas que nunca foram dadas. “Como fica a situação de um aluno que conclui o ensino médio e não teve as aulas necessárias e disciplinas que são essenciais, tanto para a formação deles quanto para obtenção de boas notas no Enem ou em qualquer outro processo seletivo?”, questionou.

MP deve agir
O parlamentar lembrou ter entrado com uma representação junto ao Ministério Público do Estado (MP-AM), em conjunto com os deputados Alessandra Campelo e José Ricardo. Eles solicitaram ao órgão mais rigor nas apurações do caso dos aprovados na Seduc.

Luiz Castro exemplificou os problemas que persistem no interior do Estado. “Nos municípios, há um desnecessário deslocamento de professores sem formação adequada para lecionar química, física e matemática quando há professores concursados nestas disciplinas. Mais uma vez, os profissionais aprovados perdem para a renovação dos contratos temporários”, finalizou.

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