14/07/2015 14h13 - Atualizado em 14/07/2015 14h13

Polícia Federal e Interpol deflagram operação contra quadrilha de hackers

Os criminosos atuavam em dezoito países, inclusive no Brasil.
Foto: Polícia Federal/VEJA)
Foto: Polícia Federal/VEJA)

A Interpol deflagrou nesta terça-feira a Operação Darkode contra uma quadrilha de 62 hackers que atuavam em mais de dezoito países, inclusive no Brasil. Com apoio do FBI e da Europol, a Polícia Federal fez diligências nas cidades de Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG). Segundo a PF, esta é a maior operação de cooperação internacional da área cibernética. A PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 11ª Vara Federal em Belo Horizonte e ainda tenta levar um suspeito por condução coercitiva.

O nome Darkode vem de um fórum virtual fechado de hackers criado em 2007 para reunir criminosos cibernéticos. No site, hackers convidados negociavam dados de cartões de créditos, credenciais, contas bancárias, vulnerabilidades de computação e listas de e-mail para facilitar crimes na web. O fórum é privado e tem uma área de postagens públicas e um sistema de mensagens para facilitar a troca de informações entre os hackers.

No Brasil, as investigações começaram em março deste ano e levaram à identificação de hackers especializados no fórum Darkode, entre eles o dono da maior botnet ativa no país – uma rede de computadores infectados por um software que automatiza atividades sem que o usuário perceba. Ele alugava por 25.000 reais mensais uma plataforma virtual completa para fraudar transações bancárias na internet. Os criminosos usavam uma empresa de segurança biométrica de fachada e contratavam programadores para desenvolver o sistema fraudulento.

Se forem denunciados, eles vão responder por associação criminosa e furto qualificado pela fraude, entre outros crimes. Eles podem pegar até onze anos de reclusão.

De acordo com a PF, a operação foi deflagrada também em Israel, Alemanha, Reino Unido, Bósnia, Sérvia, Índia, Suécia, Dinamarca, Colômbia e Romênia, onde dezesseis pessoas foram presas. A operação envolveu policiais do Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF e da Cyber Division do Federal Bureau of Investigation (FBI).

Fonte: Veja.com

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