15/07/2015 08h35 - Atualizado em 15/07/2015 08h35

Veja o que acontece quando um casal gay caminha em Moscou

Dias depois de a Rússia lançar uma bandeira para homenagear os heterossexuais, veio à tona no YouTube um vídeo que mostra o quão perigoso pode ser viver neste país como homossexual. Com o propósito de ser um experimento social, uma dupla de jovens resolveu investigar como é a reação das pessoas ao verem um casal gay andando pelas ruas de Moscou.

Para tanto, Artem Frantusuzov e Jay Babenko contaram com a ajuda de cinco amigos. Um deles, explicaram ao jornal The Washington Post, caminhou na frente do “casal” (ambos são heterossexuais) com uma câmera escondida em uma bolsa.

O vídeo tem pouco menos de quatro minutos de duração e mostra uma realidade assustadora: além de agressões verbais, a dupla foi alvo de duas tentativas de agressões físicas.

De acordo com a equipe, depois da segunda ameaça de agressão física, resolveram parar as filmagens por medo de que algo mais grave pudesse vir a acontecer. Ao todo, o grupo caminhou por três horas na capital russa.

A motivação para o experimento, explicaram, foi a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que reconheceu o direito ao casamento para casais do mesmo sexo em qualquer estado do país. “Pensamos como é estranho que nos EUA, se dois homens resolverem caminhar de mãos dadas, tudo bem”. “Só queríamos ver como seria esta situação aqui”.

Publicado no último dia 12, o vídeo dos jovens já foi visto mais de 4 milhões de vezes e conta com quase 40 mil curtidas na rede social de compartilhamento do Google. O vídeo está em russo, mas é possível vê-lo com legendas em inglês.

Rússia x Gays

Vladimir Putin, presidente russo, insiste que a homossexualidade não é proibida no país e nega que os gays sejam discriminados no país, embora esteja em vigor uma lei que proíbe a chamada “propaganda gay”.

Uma pesquisa recente do Pew Research Center revelou um dado interessante sobre os russos: perguntados sobre o que consideram mais moralmente inaceitável, 72% da população respondeu a homossexualidade na frente de outras questões como relações extraconjugais, jogatina e álcool.

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