25/08/2015 10h41 - Atualizado em 25/08/2015 10h41

A jornais, Dilma diz que governo demorou em reconhecer gravidade da crise

Dilma afirmou: “Talvez, tivéssemos que ter começado a fazer uma inflexão antes.
Foto: Ueslei Marcelino/VEJA
Foto: Ueslei Marcelino/VEJA

Em entrevista concedida na noite da segunda-feira, 24, no Palácio do Planalto, aos jornais O Estado de S.Paulo, O Globo e Folha de S.Paulo, a presidente Dilma Rousseff admitiu que o governo demorou em reconhecer a gravidade da crise econômica no ano passado. “Errei em ter demorado tanto para perceber que a situação era mais grave do que imaginávamos. Talvez, tivessemos que ter começado a fazer uma inflexão antes. Não dava para saber ainda em agosto, não tinha indício de uma coisa dessa envergadura. Talvez setembro, outubro, novembro”, afirmou.

A petista também afirmou que o corte no número de ministérios enxugará 5% do total de cargos comissionados – de livre nomeação e exoneração na gestão pública. “A reforma ministerial vai extinguir cerca de mil, dos cerca de 22.500 cargos comissionados”, disse.

Dilma negou a possibilidade de afastamento do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Questionada se havia fundamento nos rumores que movimentaram o mercado financeiro hoje, Dilma foi categórica: “Isso é mentira”.

A presidente frisou que a mudança ministerial tem caráter estruturante e confirmou que “à primeira vista” pretende reduzir dez ministérios. “Vamos passar todos os ministérios a limpo”, afirmou Dilma, segundo quem haverá redução de secretarias em ministérios que não serão extintos. “Até setembro anunciaremos os ministérios que serão cortados.”
Questionada sobre o envolvimento de petistas no propinoduto da Petrobras, Dilma disse ainda que “lamenta profundamente”.

Fonte: Veja.com

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