04/08/2015 10h08 - Atualizado em 5/05/2016 03h33

Após ter um ligeiro aumento de 0,6% em maio, a atividade industrial do país voltou a cair em junho

No acumulado dos primeiros seis meses, nível de atividade nas indústrias caiu 6,3%
Foto: Germano Luders (EXAME/VEJA)
Foto: Germano Luders (EXAME/VEJA)

Após ter um ligeiro aumento (0,6%) em maio, a atividade industrial do país voltou a cair em junho, desta vez a 0,3% ante o mês anterior, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Em comparação com junho do ano passado, a queda é mais acentuada, de 3,2%, sendo esta a 16ª consecutiva baixa nessa base de comparação.

No primeiro semestre, a produção da indústria brasileira teve retração de 6,3%. Este é o pior resultado observado na série desde 2009, quando teve baixa de 7,1%. Na ocasião, as fábricas do país sentiam os efeitos da crise global de 2008. No acumulado dos últimos doze meses, o recuo foi de 5%.

Para chegar ao resultado, o IBGE verificou baixa nos 15 dos 24 ramos pesquisados. Entre eles, os que mais contribuíram para o recuo no índice geral foram máquinas e equipamentos (-7,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-12,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-2,8%).
Entre as categorias averiguadas, as indústrias de bens de consumo duráveis e de bens de capitais registraram as piores quedas, com 10,7% e 3,3%, respectivamente. O IBGE ainda destaca que junho deste ano teve um dia útil a mais (21 dias) do que o mesmo mês do ano passado.

A indústria tem sido afetada, sobretudo, pelos juros altos e por cortes do investimento público, parte do reajuste macroeconômico promovido pelo governo para reequilibrar as contas públicas. Acompanhando a queda na produção, o emprego nas fábricas também vem caindo sucessivamente. “Voltamos a operar no terreno negativo.O resultado de junho vem só confirmar um leitura negativa da indústria que se vê desde o fim do ano passado”, afirmou o economista do IBGE, Andre Macedo. “O baixo nível de expectativas do empresário nos últimos meses se reflete aqui”, completou.
Analistas já vinham afirmando que a expansão vista em maio não era indicativo de recuperação do setor, cujo desempenho tem apresentado dificuldade há anos e impactado negativamente a economia brasileira.

As projeções para a indústria neste ano não são nada animadoras. Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central para produção do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, apontaram que a produção industrial deve cair 5% neste ano. Se a expectativa for concretizada, será o pior desempenho do setor desde 2009.

Fonte: Veja.com

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