24/08/2015 11h28 - Atualizado em 25/08/2015 17h06

Bolsas do mundo inteiro desabam em ‘Segunda-feira Negra’

O desaquecimento da economia chinesa provocaram a derrubada global.
Foto: AFP/VEJA
Foto: AFP/VEJA

Preocupações com o desaquecimento da economia chinesa provocaram a derrubada do mercado global nesta segunda-feira. A bolsa brasileira despencava quase 6% no início do pregão, atingindo os menores patamares desde abril de 2009. Por volta das 11 horas, o Ibovespa, o principal índice da bolsa de valores, apresentava perdas de 4,52%, a 43.860 pontos.

Reflexo do temor dos investidores com o futuro da segunda maior economia do globo, a queda foi generalizada em quase todas as bolsas do mundo. Nos Estados Unidos, por volta das 11 horas, a Nasdaq caía a 4,8%. Na Alemanha, o índice Dax recuava a 4,91%; e na Inglaterra, o FSTE 100, cedia 4,82%. Já o francês Cac 40 recuava 5,91%; o espanhol Ibex 35, 5,21%; e o italiano FTSE MIB, 5,57%.

O pânico dos agentes econômicos acontece após a bolsa chinesa despencar a 8,5%, o pior resultado desde 2007, no que já está sendo chamado pelos operadores de “Segunda-feira Negra”.

O pessimismo do mercado foi provocado principalmente pela ausência de novas iniciativas do governo chinês para estimular a economia, conforme era esperado pelos investidores. Os últimos indicadores mostram que a China, de fato, passa por um período de desaceleração. Na indústria, por exemplo, a atividade encolheu em agosto no ritmo mais intenso em seis anos. E a inesperada desvalorização do iuane, anunciada pelo BC chinês há duas semanas, alimentou suspeitas de que a economia do país está pior do que se imaginava.

“Todos os dados de atividade da economia chinesa apontam para uma desaceleração maior do que vem indicando o PIB oficial. E essa é a grande questão de fundo por trás dessa deterioração do mercado acionário”, avaliou o analista Marco Aurelio Barbosa, da CM Capital Markets. “O que vem ocorrendo é que as medidas de ‘socorro’ à bolsa (chinesa) vêm afastando os poupadores e atraindo mais especulação. Há uma sensação de que o governo chinês está perdendo o controle da situação”, completou.

O sentimento nos mercados também é afetado pela possibilidade de as dificuldades da China comprometerem a perspectiva da política monetária nos Estados Unidos. Existe a avaliação de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) poderá adiar para o final do ano – ou talvez para 2016 – o planejado primeiro aumento dos juros básicos em quase uma década. Anteriormente, muitos apostavam que o início do aperto monetário viria na reunião de setembro.

“Os agentes internacionais esperavam que o banco central chinês anunciasse novas medidas no final de semana para dar suporte ao sistema financeiro. Como nada foi feito, as principais bolsas chinesas fecharam novamente com fortes quedas hoje, arrastando as demais praças para um pregão de perdas”, escreveu o operador da corretora SLW, em nota a clientes, João Paulo de Gracia Correa.

Veja.com

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