26/08/2015 20h06 - Atualizado em 26/08/2015 20h45

Cotado para se candidatar à prefeitura de São Paulo, Datena se desfilia do PT

Em nota, PT diz que o jornalista não fará falta ao partido
Foto: Fernando Moraes/VEJA São Paulo
Foto: Fernando Moraes/VEJA São Paulo

O apresentador José Luiz Datena, cotado para se candidatar à prefeitura de São Paulo, se desfiliou do Partido dos Trabalhadores (PT). De acordo com o vereador Jorge Parada, presidente do diretório municipal da sigla em Ribeirão Preto (SP), o jornalista entrou com o pedido há alguns dias.

Em nota publicada pela agência PT da cidade, Parada afirmou que o jornalista não fará falta ao partido. “Ele tem outro pensamento, outra conduta, nunca frequentou reuniões partidárias”, afirmou no comunicado. Até o momento, Datena não foi localizado pela reportagem.

O apresentador da TV Bandeirantes deve se candidatar às eleições municipais de 2016 pelo Partido Progressista (PP). A opção, contudo, não é vista com unanimidade dentro da sigla. Um dia depois do anúncio, o deputado federal, Paulo Maluf (PP-SP), se opôs à candidatura do jornalista.

“Nós temos de ter o mínimo de coerência, e eu sou um homem coerente. Se elegemos o prefeito Fernando Haddad (PT), temos de dar o direito dele disputar um segundo mandato”, afirmou na ocasião. Em resposta, Datena disse que jamais faria um acordo com Maluf.

Até pouco tempo, contudo, o próprio apresentador não se sentia confortável com a ideia de algum dia concorrer em uma eleição. Há pouco mais de um ano, Datena declarou em seu programa “Brasil Urgente” que jamais seria candidato a um cargo público.

Revoltado com as imagens de idosos em condições deploráveis em um hospital da cidade, ele afirmou que “É por isso que não quero e nunca serei político. Porque não tenho estômago. Eu teria vergonha por ver um problema e não conseguir resolver”.

Em 2012, em entrevista ao jornalista Maurício Stycer, do UOL, Datena disse considerar “injusto” que um comunicador use sua imagem pública para conquistar votos na política. “Sou uma porcaria como administrador”, disse ele. “Posso comentar bem sobre um assunto, mas seria um péssimo político, não teria capacidade nenhuma de ser um bom político”.

Fonte: Exame.com

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