18/08/2015 12h50 - Atualizado em 18/08/2015 12h50

Direção da Eletrobras Amazonas Energia será convidada a explicar aumento da energia elétrica

O presidente da companhia deverá participar de uma audiência pública na CMM.
Foto: Reprodução
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Por solicitação do vereador Mário Frota (PSDB), o presidente da Eletrobras Amazonas Energia, Antônio Carlos Faria de Paiva, será convidado a participar de uma audiência pública para explicar o reajuste da tarifa de energia elétrica em Manaus. Requerimento de autoria do vereador foi aprovado, na manhã da segunda-feira (17), pelo plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

De acordo com o vereador, em sua última estada em Manaus, o ministro das Minas e Energias, Eduardo Braga, havia garantido à população que as tarifas de energia no Estado do Amazonas não sofreriam reajuste. “Mas fomos surpreendidos com a notícia de que, a partir de 1º de agosto, os consumidores deverão pagar conta de energia com reajuste de até 6%. A medida é resultado da aplicação das bandeiras tarifárias, que serão cobradas em todos os municípios do Estado. Além da tarifa adicional proporcional ao consumo mensal, será cobrado três meses de tarifa retroativa, parceladas até janeiro de 2016”, justificou Mário Frota, em requerimento aprovado.

O parlamentar explicou também que o principal argumento usado pela concessionária foi o fato de o Estado receber apenas 10% da capacidade da linha de transmissão do Linhão de Tucuruí. No grupo, como ressaltou, está Manaus e outros quatro municípios da Região Metropolitana: Iranduba, Manacapuru, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva. “Dessa forma, a Amazonas Energia deve uma explicação”, disse.

Cigás
Também foi aprovada nesta segunda-feira, de autoria do vereador, uma Tribuna Popular, com a participação do diretor-presidente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), Lino Chíxaro, para falar sobre o gás de Coari como fonte de energia.

O gasoduto Coari-Manaus, com 520 quilômetros, começou a ser construído em 2006 com a finalidade de mudar a matriz energética de Manaus para reduzir os custos com energia elétrica e implantar na cidade o Gás Natural veicular (GNV). “As obras custaram R$ 5 bilhões aos cofres da União, mas até agora funciona de forma precária”, ressaltou Mário Frota.

Ainda de acordo com o vereador, a meta da Cigás era começar expandir a venda do GNV para toda a população, o que geraria uma economia em torno de 40% para o proprietário do veículo a partir de julho do ano passado. O negócio também geraria uma parceria com a Prefeitura de Manaus para garantir a distribuição de gás natural ao Distrito Industrial. “Para esclarecer toda essa situação é importante que o presidente da empresa explique o porquê de o gás de Coari ainda não estar sendo utilizado em toda sua potencialidade”, disse o vereador.

As datas das audiências ainda serão definidas.

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