19/08/2015 22h32 - Atualizado em 16/03/2016 11h18

‘Erros de Dilma e do PT estão afundando o país’, diz Bisneto na Câmara

Para Arthur Bisneto gestão de Dilma é um desastre
03.03.2015.-Plenario11

Que a crise é resultado de erros de gestão política, e que está afetando desde a dona Maria, o trabalhador comum, o operário, o empresário, e as indústrias, não restam dúvidas. Mas até esta quarta-feira nenhum político havia traduzido de forma tão completa o pensamento desses brasileiros dentro de um parlamento federal. “Por tantos erros, empáfia e arrogância, Dilma e o PT estão afundando o país”, essa frase foi parte do discurso do deputado federal Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM), vice-líder da Oposição na Câmara Federal, da tribuna da Casa, nesta quarta-feira (19), em Brasília. Para ele o atual governo conseguiu transformar o Brasil de uma nação promissora em uma das maiores frustrações do mundo.

O parlamentar chegou a dizer que os quatro anos e maio do mandato de Dilma Rousseff (PT) representam “um desastre”. “Por tantos erros, empáfia e arrogância, Dilma e o PT estão afundando o país. As más notícias da economia são de conhecimento de todos. A começar pela paralisia no desenvolvimento: após um ano de crescimento zero, as perspectivas são de mais dois anos de recessão a partir de 2015. E a recessão se traduz no empobrecimento de toda a sociedade. Quem paga de maneira intensa por isso são os mais pobres, que não têm como se proteger”, afirmou Bisneto.

Segundo o deputado, o governo, de maneira desesperada pelo que fez ao Brasil em pouco tempo, tenta iludir a população dizendo que a crise foi causada por razões internacionais principalmente, mas os dados públicos não corroboram essa conclusão. “Atualmente o Brasil de Dilma tem conseguido a proeza de crescer menos do que os países pobres, menos do que os países ricos, menos do que os países emergentes, menos do que a América Latina”, disse.

Arthur Bisneto disse ainda que não foi por falta de aviso que a recessão se instalou porque há mais de dois anos, economistas, parlamentares, e entidades independentes vinham alertando que a maneira como Dilma conduzia o Brasil nos levaria ao precipício político e econômico. Segundo ele, não faltou quem avisasse que a máquina do governo estava inchada, dispendiosa, com excesso de pastas, que havia riscos de ficar cada vez mais inoperante se não ocorressem reformas estruturais. E agora todo o país está pagando o preço.

Durante o discurso, Bisneto recebeu apartes dos deputados Daniel Coelho (PSDB-PE), Célio Silveira (PSDB-GO), Rogério Marinho (PSDB-RN), Shéridan (PSDB-RR), Rocha (PSDB-AC), Betinho Gomes (PSDB-PE) e Mara Gabrilli (PSDB-SP) que acataram as declarações do parlamentar.

Ainda na tribuna, Bisneto disse que a inépcia do governo não se limitou à máquina federal. Estados e municípios também foram completamente afetados, como é o caso do Amazonas, onde, apenas na Zona Franca de Manaus, mais de 25 mil trabalhadores já foram demitidos.

“O Amazonas, quando o Brasil vai bem, consegue ir ainda melhor. Mas quando o Brasil entra em crise, nosso Estado sofre mais do que os demais. Os produtos fabricados na Zona Franca, como motocicletas, computadores e eletrodomésticos, são os primeiros que as famílias deixam de comprar em momentos de crise, comprometendo a arrecadação de impostos e causando desemprego”, afirmou. Ele lembrou ainda que a arrecadação de ICMS já teve uma queda de R$ 700 milhões apenas neste ano e os repasses do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Participação dos Municípios recuaram em 5%, devido ao colapso da economia nacional. “Além dos problemas causados pela crise econômica, há uma evidente perseguição do governo federal, da presidente Dilma e do PT aos Estados e municípios governados pela oposição. É o caso de Manaus. A Prefeitura de São Paulo, administrada pelo PT, recebeu R$ 271,4 milhões, em 2014, contra apenas R$ 1,5 milhão para Manaus. Essa perseguição é inaceitável. E estou aqui para denunciá-la como representante dos manauenses e dos amazonenses. Sorte dos meus conterrâneos que temos no comando de nosso Estado e de nossa cidade políticos sérios e honrados como o governador José Melo e o prefeito Artur Neto, que nos conduzem com firmeza e responsabilidade mesmo em um momento de crise”, disse.

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