11/08/2015 16h04 - Atualizado em 11/08/2015 16h04

Grupo de Líderes Empresariais faz coro pela renúncia de Dilma

O presidente do Lide é pré-candidato do partido à prefeitura de São Paulo.
Foto: Raphael Martins/EXAME.com
Foto: Raphael Martins/EXAME.com

Em jantar na noite de ontem, o Lide (Grupo de Líderes Empresariais) e a Rádio Jovem Pan promoveram o evento “O Brasil que Queremos”, reunindo cerca de 500 empresários para discutir os rumos do Brasil no Hotel Grand Hyatt, zona sul de São Paulo.

A mesa de debate foi chefiada pelo presidente do Lide, João Doria Jr., e contou com a presença de Denise Campos de Toledo, Marco Antônio Villa e Reinaldo Azevedo, jornalistas da Rede Jovem Pan. Na plateia, além de altos executivos de diversos setores da indústria, estavam presentes lideranças do PSDB, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Assembleia Legislativa do estado, Fernando Capez. O presidente do Lide, vale lembrar, é pré-candidato do partido à prefeitura de São Paulo.

Pouco propositiva em estudar alternativas para melhorar o governo vigente, a opinião da mesa composta por Villa, Azevedo e Denise foi bem assertiva em pedir a renúncia da presidente Dilma Rousseff como melhor forma de melhorar o país. “O clima do país é muito difícil, muito ruim para o empresariado. Isso justifica essa descrença e esse comportamento duro do empresariado em falta de confiança no governo Dilma”, diz João Doria.

No debate, a gestão petista foi acusada pela mesa de ser responsável por desvio de recursos de tamanho “nunca antes visto na história da humanidade” e de ser um estado que “criou dificuldades para vender facilidades”. (Veja na galeria as principais frases da mesa)

Já os políticos foram discretos em suas colocações, evitando fazer campanha por qualquer forma de deposição da presidente. “Ter novas eleições não depende da nossa vontade. É uma decisão do TSE. Se há uma denúncia que tenha prova, aí é diferente. Quanto a pedidos de impeachment, hoje não há nenhum em tramitação. Nós devemos aguardar, acompanhar e não tirar o foco da investigação.”, diz Alckmin. “Parece um novelo sem fim. Já saiu do Petrolão para Eletrolão. Então é importante investigar e cumprir a Constituição.”

Já Fernando Capez admite que a renúncia traria um resultado “muito positivo” para o país em curto prazo, já que a presidente sofre de uma “crise de liderança”. “Ela perdeu o comando do Congresso Nacional, da administração pública. Quando isso acontece, age cada um por si, gerando um custo para o Brasil difícil de recuperar”, afirma Capez. “O impeachment tem que ter um fundamento jurídico. Como ainda não surgiu, então não se pode falar nisso.”

Fonte: Exame.com

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