11/08/2015 08h45 - Atualizado em 11/08/2015 08h45

Justiça homologa delação e lobista se compromete a devolver R$ 70 milhões

Padilha deverá cumprir até cinco anos em regime aberto.
Foto: VEJA/Reprodução
Foto: VEJA/Reprodução

O juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, homologou nesta segunda-feira o acordo de delação premiada do lobista Hamylton Padilha. Ele é apontado como um dos operadores que arrecadava propina para o grupo do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Jorge Zelada. Conforme antecipou o Radar online no início do mês, o lobista se comprometeu a devolver 70 milhões de reais. Os valores serão pagos em três parcelas, sendo a primeira dentro de 40 dias.

Pelo acordo de colaboração, Hamylton Padilha deverá cumprir até cinco anos em regime aberto diferenciado, que inclui o direito de trabalhar durante o dia, mas há obrigação de prestação de serviço à comunidade e restrições a viagens.

Nesta segunda-feira, o juiz Sergio Moro já havia recebido denúncia contra Padilha, Zelada e outras quatro pessoas por haver indícios de que eles atuavam em conluio para beneficiar a empresa americana Vantage Drilling no contrato de afretamento do navio-sonda Titanium Explorer. Além de Jorge Zelada e do próprio Hamylton Padilha, se tornaram réus em uma nova ação penal da Lava Jato o ex-diretor geral da área internacional da estatal Eduardo Musa, os lobistas Raul Schmidt Felippe Junior, João Augusto Rezende Henriques e o executivo Hsin Chi Su.

De acordo com o Ministério Público, pelo menos 31 milhões de dólares do esquema foram parar nas mãos de Zelada, de Musa e do PMDB, responsável pelo apadrinhamento político do ex-dirigente. No esquema, os lobistas Hamylton Padilha, Raul Schmidt Junior e João Augusto Rezende Henriques atuavam como intermediários da negociação, sendo que cabia a Padilha pagar a parte destinada a Eduardo Musa, a Raul Schmidt depositar a propina reservada a Zelada e a João Augusto Henriques pagar o dinheiro sujo ao PMDB. Em todos os casos, a propina era enviada diretamente para contas secretas no exterior.

Fonte: Veja.com

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