31/08/2015 18h36 - Atualizado em 31/08/2015 18h36

Mutirão leva exames médicos às mulheres do regime semiaberto

Teste de HIV, Sífilis e Hepatite são alguns dos exames oferecidos.
Fotos: José Nildo
Fotos: José Nildo

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), realizaram um mutirão de serviços de saúde para mulheres do regime semiaberto do sistema prisional, oferecendo teste rápido para HIV, sífilis e hepatite C, além de teste dermatológico para identificação de hanseníase. A ação aconteceu nesta segunda-feira, 31, na Casa do Albergado, localizada na Avenida Codajás, bairro da Cachoeirinha.

“É a primeira vez que a Semsa está participando do projeto. Nossa meta é atender aproximadamente 70 pessoas”, destacou o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, ao explicar a iniciativa de oferecer o serviço às reeducandas e promover a saúde a esse segmento.

O projeto intitulado “Depois das grades e apesar delas: Saúde como caminho de Liberdade para Mulheres do Regime Semiaberto de Manaus” conta com a participação de 17 alunos voluntários e um aluno bolsista, todos do curso de Medicina da Ufam, além da participação de voluntárias de fora da universidade. O projeto foi aprovado no programa de Extensão da Ufam, o Pibex, em março deste ano, e as atividades começaram em maio na Unidade Prisional.

A chefe do Núcleo de Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis DST/Aids e Hepatites Virais da Semsa, Adriana Raquel Nunes, relatou que a Secretaria disponibilizou uma equipe de enfermeiros, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, técnicos de laboratório e de dermatologia para a atividade. “A partir dessa primeira inserção no projeto já estamos dispostos a participar das outras edições”, adiantou.

Entre os depoimentos das albergadas havia a indicação de que muitas delas nunca haviam realizado esses exames e vários casos de DSTs foram diagnosticados. Uma das coordenadoras do projeto, Cecília Freitas, afirmou que a iniciativa visa trabalhar as ações sociais que possam contribuir no processo de transição do cárcere para a liberdade. “Queremos ajudar neste processo de retorno à sociedade levando dignidade e saúde para essas mulheres”, assegurou.

Vida nova

Cumprindo pena há cinco anos no regime semiaberto, Renilda Ferraz Fonseca, 37 anos, mãe de quatro filhos, ressaltou a dificuldade em seguir uma nova vida após a reclusão, mas comemorou a possibilidade de refazer seus caminhos. “Estou dando a volta por cima e tenho trabalhado como manicure para sustentar minha família. Ficar presa foi uma grande lição na minha vida. Hoje tenho uma nova oportunidade e estou muito feliz, pois só tenho a agradecer aos profissionais que estão trabalhando neste projeto para garantir nossa saúde”.

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