28/08/2015 17h40 - Atualizado em 28/08/2015 17h40

Papa Francisco apoia escritora que teve livros infantis sobre casais gays removidos de escolas

Escritora enviou ao papa 30 de seus livros, para comprovar que não debatiam ideologia de gênero.
Foto: Max Rossi/Reuters
Foto: Max Rossi/Reuters

O papa Francisco respondeu com uma carta à Francesca Pardi, escritora italiana de livros infantis sobre famílias compostas por pais gays, agradecendo pelo seu serviço às gerações mais jovens. A escritora enviou ao papa 30 de seus livros, para comprovar que não debatiam ideologia de gênero, mas combatiam a discriminação, após algumas de suas obras terem sido retiradas das bibliotecas de Veneza.

A carta, assinada pelo secretário de Estado do Vaticano, Peter B.Wells, diz que o papa “está agradecido pelo delicado gesto e os sentimentos que o sugeriram” e “deseja uma profícua atividade em serviço das jovens gerações e da divulgação dos autênticos valores humanos e cristãos”. Além disso, o papa envia a bênção à família da escritora.

Seis livros da escritora, junto com outros 43 de outros autores, foram removidos das bibliotecas das escolas de Veneza por ordem do prefeito, Luigi Brugnaro, que afirmou que divulgavam a ideologia de gênero. A ordem de retirada provocou a indignação de várias associações e coletivos homossexuais. A decisão também foi criticada pelo cantor britânico Elton John, homossexual e pai de duas crianças, que chamou o prefeito de grosseiro e intolerante em mensagem publicada em sua conta no Twitter.

Ao enviar seus livros ao papa, Francesca, que junto com sua companheira é mãe de quatro filhos, pediu que ele os lesse e comprovasse que não debatiam ideologia do gênero, que unicamente pretendem evitar a discriminação das crianças filhos de casais homossexuais. Além disso, garantiu que esse gesto era uma tentativa de “iniciar uma mudança nos tons que são usados sobre o tema de outras famílias”. A denominada “ideologia ou teologia de gênero” sustenta que não existem diferenças biológicas entre homens e mulheres, e foi criticada várias vezes pelo papa Francisco, tachada de “colonização ideológica”.

Fonte: Veja.com

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