06/08/2015 10h45 - Atualizado em 6/08/2015 10h45

Vacinação contra febre aftosa termina no dia 31 no Amazonas

Para essa campanha o governo do Estado adquiriu 600 mil doses da vacina.
Foto: Reprodução
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A segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa no Amazonas, nos municípios em área de várzea, termina no próximo dia 31 de agosto, em 41 municípios. Para esta campanha, o Governo do Estado adquiriu 600 mil doses da vacina. Outras 120 mil doses que estavam em estoque, também serão distribuídas.

A ação coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) e pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), órgãos vinculados à Sepror, tem o objetivo de imunizar 650 mil cabeças de gado nas calhas dos rios Amzonas e Solimões, que já receberam a primeira dose da vacina durante a etapa inicial da campanha, realizada entre os meses de março e abril.

A logística, coordenada pelo Idam, é feita via aérea, em aviões alugados pelo Governo do Estado. “Distribuímos o material para municípios polo e acionamos as unidades locais para pulverização dessas doses na região”, explica o médico veterinário Ozeas de Sousa Lima, do Idam.

Todo o material é acondicionado em caixas de isopor com gelo, que é trocado a cada 72h. Para a distribuição, as vacinas ficam acondicionadas em câmara fria, na sede da Sepror, no Distrito Industrial, cuja capacidade de armazenamento é de 1,5 milhão de doses, número do rebanho total do Estado.

Os outros 850 mil animais do rebanho existente no Estado são vacinados também em duas etapas, uma vez que são administradas duas doses por campanha, nos meses de maio e novembro. Eles estão distribuídos em 21 municípios considerados de terra firme e seguem o calendário do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). São as cidades localizadas nas calhas do Juruá, Purus, Madeira e Negro.

O Amazonas cumpre um calendário diferenciado de vacinação que acompanha o regime de subida e descida das águas. “Esta segunda etapa inicia junto com o início da vazante nos municípios das calhas do Amazonas e Solimões. Os animais da várzea são os primeiros a serem imunizados”, afirmou o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), Sérgio Rocha Muniz.

Para o secretário de estado de Produção Rural e Sustentabilidade (Sepror), Sidney Leite, a cada campanha, o nível de conscientização dos pecuaristas de grande, médio e pequeno porte, para vacinar seus animais aumenta. “A meta é deixarmos de ser Estado com risco médio para a febre aftosa para nos tornarmos livre da doença com vacinação”, afirmou. Atualmente, o estado de Santa Catarina é o único considerado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação.

Após o período de vacinação, o produtor rural tem 15 dias para declarar o rebanho como vacinado e apresentar o recibo da compra das doses nas unidades locais da Adaf ou do Idam. Caso não vacine o rebanho, o produtor será advertido e em caso de reincidência, multado em R$ 40 por cabeça, mais R$ 300 reais por propriedade.

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa, seguida do aparecimento de vesículas (aftas), principalmente na boca e nos pés de animais de casco fendido, como bovinos, búfalos, caprinos, ovinos e suínos.

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