06/08/2015 13h15 - Atualizado em 6/08/2015 13h15

Vivo diz que WhatsApp é “pirataria pura” e não pretende lançar promoções para o app

Foto:  Álvaro Ibáñez/Flickr
Foto: Álvaro Ibáñez/Flickr

Algumas operadoras, como TIM e Claro, oferecem pacotes de celular com WhatsApp que não desconta da franquia – desde que você não faça ligações por voz, é claro. A Vivo, por outro lado, tem algumas palavras duras para dizer sobre o aplicativo.

Amos Genish, presidente da Telefônica Brasil e fundador da GVT, disse no congresso da ABTA 2015 que “não vai acontecer nunca uma parceria com o WhatsApp… o fato de trabalharem contra as leis brasileiras é pirataria pura”, segundo o Estadão.

Genish diz que “o fato de existir uma operadora trabalhando no Brasil sem licença é um problema”, apontando que isso pode abrir precedente para outras empresas semelhantes.

Mas qual é a diferença entre o WhatsApp e outros serviços enormes que também oferecem VoIP gratuito, como o Skype e o Facebook Messenger? Aparentemente, o problema é que o app tem como base o seu número de celular, mas não paga por isso.

“O serviço de voz deles usa os nossos números de telefone. Nós pagamos R$ 4 bilhões de FISTEL [um dos impostos que financiam a Anatel]. Eles não pagam nada. Isso está equivocado demais”, disse Genish segundo o Convergência Digital.

Até o Facetime e iMessage, da Apple, entraram no meio: para Genish, a diferenciação em relação a chamadas e SMS é mínima e pode levar a confusão, segundo o Mobile Time.

De acordo com o Telesíntese, ele reiterou o argumento: “não é admissível uma empresa prover serviço de voz sem licença do regulador, usando os números das demais operadoras e sem pagar impostos… como competir com uma empresa que não tem encargos fiscais, regulatórios e nem legais?”

Por sua vez, José Felix, presidente da América Móvil Brasil – que comanda a Claro e a NET – disse: “não sou contra, nem a favor, mas me preocupa a falta de equilíbrio”.

Por trás de tudo isso, a preocupação parece se resumir a dinheiro. Felix lembra que a receita de voz tem diminuído nos últimos tempos, mas diz não ser possível analisar qual parte disso se deve ao WhatsApp. Genish, da Vivo, disse algo semelhante.

Em uma pesquisa da Opinion Box e Mobile Time, 64% dos entrevistados disseram já ter experimentado o serviço de voz do WhatsApp, e 22% já fizeram ligações pelo Facebook Messenger. O WhatsApp tem mais de 800 milhões de usuários ativos por mês, e pode passar a barreira de um bilhão ainda este ano.

Fonte: GIZ MODO Brasil

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