19/09/2015 15h04 - Atualizado em 19/09/2015 15h04

Arsam e Manaus Ambiental flagram ligações clandestinas no Mauazinho

Cerca de 80 residências no beco Pescador estavam com ligações clandestinas de água.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Cerca de 80 residências no beco Pescador, no bairro Mauazinho, zona leste de Manaus, estavam com ligações clandestinas de água, conforme constatou representantes da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Amazonas (Arsam) e da concessionária Manaus Ambiental, durante ação de fiscalização realizada na última quinta-feira, 17 de setembro.

As ligações clandestinas estavam retirando água diretamente da Estação de Tratamento de Água – ETA Mauazinho, um dos sistemas produtores de água de manancial de superfície, localizado à margem esquerda do Rio Negro.

“As ligações clandestinas feitas diretamente na área da ETA trazem um grande risco de contaminação à água distribuída à quase metade da população de Manaus”, declarou Jorge Carésto, engenheiro da Arsam.

Em reunião com os moradores, o novo diretor comercial da Manaus Ambiental, Guido Fontgalland Júnior, explicou a inviabilidade técnica de abastecimento de água, pois as casas, construídas em cima de um barranco à beira do rio, impossibilitam a implantação de uma rede de distribuição. Mesmo assim se comprometeu em viabilizar o abastecimento de água com outras alternativas, como a sugerida pelo engenheiro da Arsam, através do fornecimento de caixas d’água a quem não tem e a disponibilidade de pontos de coleta próximos à ETA, evitando a prática de ligações clandestinas.

Além das ligações clandestinas dentro da ETA, há ainda a venda da água furtada a R$ 50 por mês para os moradores do beco. A concessionária irá formalizar denúncia contra o responsável, já identificado, na Delegacia Especializada em Combate a Furtos de Energia, Água, Gás e Serviços de Telecomunicações (DECFS).

Além de prejudicar o abastecimento, as ligações clandestinas apresentam um risco à saúde. Poços clandestinos ou ligações irregulares fazem com que a qualidade da água seja comprometida. O uso incorreto da água distribuída, junto à essas práticas são os principais responsáveis pelos atuais índices de desperdício.

A Manaus Ambiental reativou as ligações de água feitas pelos moradores do beco. As novas ligações possuem equipamentos adequados para que não ocorra nenhum risco de contaminação, até que haja uma solução definitiva para a regularização do serviço.

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