22/09/2015 12h22 - Atualizado em 5/05/2016 03h36

Milhões em propina bancaram campanhas de Dilma Rousseff

Depoimentos de delações revelam diversos esquemas de corrupção.
Foto: Reprodução
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Na semana passada, o lobista Fernando Baiano contou ter participado de operação de corrupção que levou R$ 2 milhões à campanha da presidente Dilma Rousseff (PT). No ano passado, o ex-diretor Paulo Roberto Costa fez a mesma afirmação, de que o ex-ministro Antonio Palocci, então coordenador da campanha de Dilma, havia lhe pedido o valor de R$ 2 milhões.

Esse dinheiro segundo informações de Paulo Roberto teria sido providenciado pelo doleiro Alberto Youssef.

Os detalhes que Baiano contou não apenas confirmaram as declarações feitas por Paulo Roberto no ano de 2014, quando a Polícia Federal e a Procuradoria da República no Paraná desencadearam a Operação Lava-Jato, mas ampliaram o que parecia somente mais uma doação ilegal na história da operação.

Depoimento de Baiano
De acordo com o novo delator, o repasse da quantia foi fechado no comitê eleitoral em Brasília, após reunião entre ele, Paulo Roberto Costa e Palocci.

Ainda segundo o depoimento, a propina deveria ser entregue num hotel de São Paulo e assim o doleiro Youssef entregou o dinheiro na garagem de um hotel em São paulo para um homem desconhecido.

Dinheiro do Petrolão
Em um dos anexos da proposta de delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró feita este mês, há revelações sobre uma negociação para liberação de R$ 6 milhões para a campanha de Dilma provenientes do Petrolão. Se o procurador-Geral da República homologar o mais rápido a delação, será possível comprovar um dos maiores escândalos do governo PT. A propina teria abastecido a campanha de 2010 de Dilma.

Nas propostas de delação, Nestor faz outras revelações, como as supostas cinco reuniões prévias que ele teria tido com a presidente no mesmo período que a Petrobras estava comprando a Refinaria de Pasadena, no EUA, negócio que resultou em prejuízo bilionário para a estatal.

Dilma por sua vez, diz que votou a favor da compra da refinaria com base em parecer feito por Cerveró, o que é negado por ele, já que em seus depoimentos ele diz que as reuniões tinham o objetivo de combinar com Dilma a compra fraudulenta da refinaria.

Fonte: Redação AM POST

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