21/09/2015 14h25 - Atualizado em 21/09/2015 14h25

Coletivos da empresa Global Green não poderiam estar circulando, diz Rosi Matos

Segundo a vereadora, o Detran constatou várias irregularidades na empresa.
Foto: Tiago Correa (CMM)
Foto: Tiago Correa (CMM)

“O Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran/AM) constatou várias irregularidades na empresa Global Green, durante a fiscalização que identificou vários veículos com licenciamento atrasado e, portanto, esses ônibus não poderiam mais circular”, disse a vereadora Rosi Matos (PT) em pronunciamento realizado na sessão plenária desta segunda-feira (21), na tribuna Câmara Municipal de Manaus.

Segundo ela, o Detran comprovou que a empresa Global Green não está pagando o seguro DPVAT; os pneus dos ônibus estão carecas; os para-brisas quebrados; portas com defeito e mal conservadas. “Durante a blitz realizada na última quinta-feira (17), cinco veículos foram recolhidos ao pátio do Departamento de Trânsito, e 159 ônibus da empresa foram flagrados com diversas irregularidades. Tem veículo com o licenciamento atrasado há mais de quatro anos”, comentou a vereadora Rosi Matos.

No dia 16 passado, a vereadora denunciou, na tribuna, a falta de fiscalização da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). Conforme ela firmou, a omissão causa transtornos, constrangimentos e outros prejuízos aos usuários do sistema de transporte público.

“São muitos ônibus quebrados nas ruas. Mas, para os gestores do transporte coletivo e para a Prefeitura de Manaus as irregularidades praticadas pela Global Green não são suficientes para que a SMTU tome uma atitude em defesa da população”, criticou, enquanto questionava: “Numa cidade administrada com seriedade, isso não seria motivo suficiente para uma intervenção da prefeitura na empresa Global Green?”.

Fiscalização

Em sessões anteriores aqui na Câmara Municipal – prosseguiu a vereadora — denunciei outras irregularidades sobre as empresas que não recolhem o FGTS e o INSS dos trabalhadores; não pagam regularmente as horas extras e a periculosidade e, igualmente, não pagam a participação nos lucros e resultados.

“Aonde está a fiscalização da SMTU? E se o Detran fiscalizar outras empresas do transporte coletivo”? Por certo o superintendente da SMTU vai ser contra, tendo em vista que ele já reclamou da blitz realizada pelo Departamento Estadual de Trânsito, argumentando que não havia sido informado da ação”, salientou a vereadora.

Rosi Matos concluiu sua manifestação na tribuna, afirmando que “gostaria muito de entender como empresas com irregularidades, dispõem de certidões negativas para receber subsídios de mais de R$ 2 milhões da Prefeitura de Manaus e do Governo do Estado”.

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