03/09/2015 10h50 - Atualizado em 3/09/2015 10h52

Dólar bate R$ 3,81 em quinto dia de alta seguido

O número mostra não haver trégua para o mercado de câmbio.
Foto: Gary Cameron/Reuters
Foto: Gary Cameron/Reuters

O dólar chegou a alcançar 3,81011 reais na manhã desta quinta-feira, no quinto dia seguido de valorização. Logo na abertura a moeda bateu 3,8014 reais, pela primeira vez desde dezembro de 2002, mostrando que não deve haver trégua para o mercado de câmbio, apesar de a agenda estar mais fraca. O movimento de valorização da moeda americana reflete, sobretudo, o clima de incertezas no âmbito doméstico, acentuadas por questionamentos sobre se e por quanto tempo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ficará no cargo. Por volta das 10h20, a moeda americana era negociada a 3,7919 reais na venda, em alta de 0,85%.

Sobre a percepção de isolamento do ministro Levy, o jornal britânico Financial Times (FT) traz hoje uma reportagem com o título “O mãos de tesouras do Brasil batalha para tapar o buraco fiscal”, na qual ressalta que o mercado já especula sobre a permanência do ministro no cargo e diz que Levy “está lutando para fazer progresso em meio a uma economia enfraquecida e a uma crise política que tem diminuído a capacidade do governo para fazer qualquer coisa no Congresso”.

Visto como isolado na equipe econômica, a situação de Levy se agravou após a apresentação de um orçamento para 2016 com previsão de rombo, ideia a qual se opunha.

O investidor também digere dados dos Estados Unidos divulgados nesta quinta-feira, em especial o número de pedidos de auxílio-desemprego, que subiu para 282 mil na semana passada, acima da previsão de 274 mil. Já o déficit comercial no país caiu a 41,86 bilhões de dólares em julho, a previsão era menos 42 bilhões de dólares.

Quarta-feira- Ontem, a moeda americana terminou em alta de 1,94%, a 3,7598 reais para venda, maior nível desde 12 de dezembro de 2002, quando fechou o dia cotada a 3,785 reais. Em 2015, o dólar acumula alta de 41,41%. Na semana e no mês, a valorização é de de 4,87% e 3,66%, respectivamente.

Fonte: Veja.com

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