18/09/2015 15h20 - Atualizado em 18/09/2015 15h29

Em Eirunepé, proprietários de estabelecimento comercial são presos por aplicar golpes

Eles se apropriavam de cartões de clientes para realizar saques.
Foto: Divulgação PC
Foto: Divulgação PC

Policiais civis lotados na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Eirunepé, município distante 1.160 quilômetros em linha reta de Manaus, prenderam, em flagrante, por volta de 17h da última quarta-feira, dia 16, os dois proprietários de um estabelecimento comercial localizado na cidade e dois funcionários do local por se apropriarem indevidamente de cartões magnéticos de clientes para realizar saques irregulares.

A ação policial foi coordenada pelo delegado titular da unidade policial, Mauro Duarte, em parceria com policiais militares que atuam na localidade.

Raimunda Nonata de Oliveira Lopes, 44; Francisco Ivanclay Soares de Lima, 23; Pedro Ribeiro Neto, 29; e José Arnaldo Martins da Silva, 43, este último irmão do vice-prefeito de Eirunepé, foram presos nas Avenidas Prefeito João Cavalcante e Getúlio Vargas, no Centro da cidade, após o recebimento de denúncias.

De acordo com o delegado, foram apreendidos com o bando 483 cartões magnéticos, a maioria pertencente a beneficiários do programa Bolsa Família, do Governo Federal, além de 17 cadernos com informações das vítimas, como nome, endereço e senhas de contas bancárias.

Mauro Duarte informou que as vítimas, algumas delas indígenas, eram convencidas por José e Raimunda a deixarem cartões magnéticos com senhas para pagamento de mercadorias compradas no estabelecimento comercial, do qual o casal é proprietário. A cessão do cartão era a garantia exigida pelos infratores de que os produtos seriam pagos.

“A dupla, na companhia de Francisco e Pedro, funcionários do local, utilizava os cartões para efetuarem saques, sem a autorização dos donos, em um terminal da caixa econômica que funcionava dentro do estabelecimento”, declarou o delegado.

Ainda segundo a autoridade policial, com as retiradas irregulares, o grupo chegou a lucrar quantias até três vezes maiores do que os valores dos débitos das vítimas.

Na sede da delegacia, os quatro envolvidos foram autuados por apropriação indébita, por conta da retenção dos cartões; furto qualificado, uma vez que eram subtraídos valores acima da compra realizada; e associação criminosa. Eles ficarão presos na DIP de Eirunepé, à disposição da Justiça.

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