29/09/2015 11h37 - Atualizado em 29/09/2015 11h37

Políticas para a saúde pública são discutidas em Conferência Estadual

Repasses insuficientes para a gestão da saúde, é um dos assuntos discutidos.
Foto: José Nildo/Semsa
Foto: José Nildo/Semsa

As políticas públicas de Saúde no Amazonas serão discutidas por usuários, trabalhadores e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) nos 61 municípios do interior mais a capital durante a 7ª Conferência Estadual de Saúde. A solenidade de abertura foi realizada no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, em Flores, zona Centro-Sul. No local, dentre os principais assuntos escolhidos para os discursos estavam os repasses insuficientes para a gestão da Saúde, assim como a necessidade de fortalecimento da atenção primária.

Os mesmos temas já tinham surgido na etapa municipal da conferência, realizada em agosto pela Prefeitura de Manaus e a expectativa de construção por intermédio da experiência dos demais municípios deve refletir na melhoria do SUS no Estado. “A ideia é que possamos levar à Brasília, na Conferência Nacional, em dezembro, a posição do Norte, que é sofrida e de diferença, pois estamos em penúltimo lugar quanto ao valor de repasse per capita do país para manter a saúde e precisamos fazer com que essa relação se torne igualitária. Portanto, que nós possamos levar uma mensagem de eficiência e de financiamento, pois não se faz saúde sem recursos”, ressaltou o secretário municipal de Saúde de Manaus, Homero de Miranda Leão Neto.

Para o vice-governador do Amazonas, Henrique Oliveira, a participação de delegados de vários municípios enriquece a Conferência Estadual, uma vez que a dimensão territorial e as necessidades de cada localidade são peculiares. “Vamos discutir os gargalos que ainda dificultam a Saúde na ponta, principalmente quando temos uma arrecadação cada vez menor, com o Governo Federal repassando recursos menores que aqueles destinados para o Sul e Sudeste do país e tratando o Amazonas ainda de uma forma discriminada”, avaliou Oliveira.

Até o dia 30 de setembro, quarta-feira, a estimativa é reunir 548 delegados para discutir oito eixos indicados nas conferências municipais, realizadas nesse ano. A intenção também é aumentar o nível do debate quanto ao fortalecimento da atenção primária e o financiamento ideal da Saúde. “O Amazonas, junto com a capital Manaus, é o que mais investe em saúde no Brasil com recursos próprios, especialmente nesse quesito do valor per capita do repasse federal”, esclareceu o secretário estadual de Saúde, Pedro Elias, apontando que serão escolhidos 76 delegados para representar o Amazonas na etapa nacional.

Esforço conjunto
A parceria entre a Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado na área da Saúde foi apontada como um indicador de soluções para algumas dificuldades enfrentadas no Amazonas, inclusive tendo em vista a não paralisação ou redução de serviços em função de cortes de recursos para a Saúde, como tem acontecido em alguns Estados que já foram abatidos mais fortemente pela crise econômica e financeira do país.

“A população não tem culpa da atual situação e não pode ser prejudicada. Estamos juntos em várias frentes da Saúde, Prefeitura e Governo, e, em breve, teremos trabalhos conjuntos nos Caics, na assistência farmacêutica, no controle e redução de índices de Aids, tuberculose e câncer de colo uterino, entre outros serviços. Tenho certeza que é uma parceria que dará muito certo em prol da população”, adiantou Pedro Elias.

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