03/09/2015 18h01 - Atualizado em 3/09/2015 18h01

Relatório da OCDE revela que Brasil “ostenta” recursos hídricos

Excesso de confiança na reserva de água faz com que o País ignore desperdício.
Foto: Agência Acre
Foto: Agência Acre

O excesso de confiança na reserva de água brasileira faz com que o País ignore a importância de uma estratégia de longo prazo. Essa foi a conclusão do relatório Governança dos Recursos Hídricos no Brasil, divulgado no último dia 2 de setembro.

Elaborado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), o material analisa a governança e a alocação das águas brasileiras. Também traz sugestões de caminhos a seguir, com base nas estruturas e políticas já existentes.

Segundo o texto, os diversos planos de recursos hídricos, sejam eles no nível local ou estadual, muitas vezes não chegam a sair do papel. Um dos entraves é a “falta de dinheiro ou capacidade limitada de acompanhamento e execução”.

A OCDE defende a unificação dos órgãos públicos no sentido de que haja uma coerência política entre setores como agricultura, energia, licenciamento ambiente, dentre outros.

Sugestões
Para a entidade, o Brasil precisa fazer uma gestão de riscos, tendo em vista as previsões de crescimento populacional, econômico e as mudanças climáticas. Atualmente, o que ocorre é uma gestão de crises.

Conforme sinalizado no estudo, a gestão da água deve ser vista como prioridade estratégica. A OCDE sugere fortalecer o poder dos conselhos nacional e estaduais de recursos hídricos, e reforçar a coordenação entre diferentes setores do governo para maior coerência e consistência política. Também recomenda melhorar a capacidade financeira e de pessoal das instituições de nível estadual.

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