27/10/2015 16h39 - Atualizado em 28/10/2015 13h32

Após possível fraude em licitação de sistema de radar, Dallas defende instalação de CPI

Deputado diz que sistema se tornou uma “fábrica de dinheiro”.
Foto: Divulgação
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O deputado estadual Wanderley Dallas (PMDB) discursou no Grande Expediente desta terça-feira (27), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) sobre a possível fraude no processo licitatório de contratação de empresa para implantar o sistema de radar (corujinha) na cidade, afirmando que a medida é de educação no trânsito e não de arrecadação.

Segundo o deputado, o sistema se tornou uma “fábrica de dinheiro” e por isso é grande a disputa por parte das empresas para vencer a licitação. “Estas empresas na realidade são caça-níqueis, mas para o trânsito esse sistema não foi feito para arrecadar, mas para educar os motoristas”, destacou.

Dallas afirmou ainda que o processo só não foi homologado para evitar uma possível Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Vereadores. “Os vereadores Waldemir José (PT) e o Professor Bibiano (PT) solicitaram a abertura de uma CPI para investigar a licitação e a prefeitura não homologou o processo em uma tentativa de ‘abafar’ o caso, mas isso não anula o pedido da abertura da CPI”, afirmou, parabenizando os dois vereadores.

Dallas lembrou do Projeto de Lei no 567/2015 de iniciativa da Senadora Sandra Braga (PMDB), que visa obrigar os órgãos detentores da competência para aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações de trânsito, que divulguem na internet a receita proveniente das multas, bem como a despesa executada com os recursos recolhidos e os valores contingenciados.

Para o deputado, a iniciativa da senadora vai impedir que as multas de transito virem “um verdadeiro caça níqueis” das empresas interessadas no serviço. Dallas ainda destacou que mesmo com as manobras realizadas pela Prefeitura para impedir a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, à mesma deve ser implementada, e que as irregularidades no procedimento licitatório devem ser investigadas.

“Devemos impedir mais um prejuízo aos cofres públicos!”, disse o deputado, ao se referir ao contrato que a prefeitura possuía com a Consladel, empresa responsável pelos antigos radares e que trouxe prejuízo de R$ 40 milhões à Prefeitura.

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