02/10/2015 11h45 - Atualizado em 2/10/2015 11h45

Atirador que matou nove estudantes é identificado pela imprensa

Testemunhas contam que ele questionava as vítimas sobre qual religião seguiam.
Foto: MySpace/Reprodução
Foto: MySpace/Reprodução

As autoridades americanas revisaram para nove o número de vítimas mortas pelo atirador que atacou nesta quinta-feira a Faculdade Umpqua, em Roseburg, no Estado do Oregon. O xerife John Hanlin esclareceu que o décimo morto é o próprio atirador, que foi baleado em uma troca de tiros com policiais. Hanlin não quis confirmar a identidade de homem que cometeu o crime “para não dar crédito a alguém que fez esse ato terrível e covarde”, mas a imprensa americana afirma que o rapaz é Chris Harper Mercer, 26 anos, que não estudava no local.

Segundo a emissora CNN, Mercer portava três armas – uma delas era um fuzil automático – e usava um colete à prova de balas no momento da ação. Testemunhas contaram à televisão que o homem questionava suas vítimas sobre qual religião seguiam e, então, decidia se matava ou não as pessoas. Vizinhos de Mercer o descreveram como um sujeito introspectivo e muito tímido. Mercer aparece posando com armas em fotos publicadas em uma rede social.

Stacy Boylan, pai de uma das alunas que foi atingida, mas sobreviveu, contou que sua filha relatou que Mercer estava matando todos que diziam ser cristãos e que ele ironizava dizendo “que iam encontrar Deus em menos de um segundo”. As autoridades ainda não têm ideia das motivações do rapaz e seguem nas investigações. Após mais um massacre, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a pedir uma lei mais dura para o acesso às armas e disse que “apenas orações não bastam” para encerrar esse tipo de episódio.

“Não deveria ser tão fácil para uma pessoa que queira ferir outras pessoas conseguir uma arma”, afirmou o presidente, sem disfarçar sua irritação. “Qualquer pessoa que faça isso tem uma doença mental”, completou. “Somos uns dos maiores países que assiste a essas mortes em massa a cada mês”. Obama também disse que o país gasta trilhões de dólares para impedir ataques terroristas no país e no mundo, mas que o Congresso barra todas as tentativas de limitar a venda de armas para impedir mortes banais no território americano.

Fonte: Veja.com

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