23/10/2015 15h35 - Atualizado em 23/10/2015 15h35

Biomassa vira ração animal e reduz custo de produção

Uma ração extraída de biomassa está em fase de produção em Rio Preto da Eva.
Foto: Divulgação
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Uma ração extraída de biomassa (microrganismos ricos em zooplâncton presentes na água) está em fase de produção em Rio Preto da Eva, município a 80km de distância de Manaus por estrada. O nutriente, pioneiro comercialmente no Brasil, reduzirá os custos na piscicultura e vai gerar emprego e renda para o Amazonas.

“Com essa produção de ração de microrganismos colocamos mais um produto com a marca Amazônia no mercado nacional. A ração deve ter um custo menor para o produtor por não necessitar de uma tecnologia de produção tão complexa. Para fazer farinha de peixe, por exemplo, é preciso uma estrutura muito grande, ao contrário da biomassa de zooplâncton, o que vai baratear o valor da ração”, informa o coordenador do projeto, engenheiro Paulo Amaral Júnior, que é bolsista da Fundação de Amparo a Pesquisa do Amazonas (Fapeam) e realiza seu projeto com recursos do Governo do Estado, por meio do Programa de Subvenção Econômica à Inovação (Tecnova/AM).

O trabalho faz parte da pesquisa “Projeto Zooplâncton: produção biotecnológica intensiva de organismos aquáticos para a indústria de alimentação animal’’, desenvolvido pela empresa Ecology Biotecnologia, localizada no quilômetro 127 ramal do banco, quilômetro 10 da Rodovia AM-010, no município de Rio Preto da Eva.

O objetivo é comercializar uma parte da biomassa como insumo para a indústria de alimentação animal (farinha de plâncton) e a outra será vendida como alimento à base de zooplâncton, produto Premium, como alimento de peixes ornamentais.

A produção e comercialização de extrato bruto de biomassa irão auxiliar no crescimento econômico da piscicultura, além de potencializar a diversificação da aquicultura no Amazonas, já que o zooplâncton está presente em rios e tanques de piscicultura. A projeção de produção é de 30 quilos por dia, por tanque com 60 metros cúbicos de água.

“É uma nova forma de abastecer a indústria de ração. Nós ainda sofremos com a distância entre os Estados. Por isso, uma ração produzida aqui diminuirá esse custo de logística no valor final do produto”, explicou Amaral.

Ainda segundo pesquisador, o estudo atende uma necessidade da indústria de alimentação animal regional e brasileira e deve baratear o valor do produto, além de oferecer uma nova alternativa no segmento alimentício. “É uma nova forma de abastecer a indústria de ração. Nós ainda sofremos com a distância entre os Estados. Por isso, uma ração produzida aqui diminuirá esse custo de logística no valor final do produto”, disse Amaral.

A grande expectativa do projeto em gerar emprego e renda para os moradores da região quando produzido em larga escala. Com o bom andamento do projeto, vamos precisar de mais recursos humanos seja para produzir a biomassa de zooplâncton ou para a comercialização do produto. Então, isso fortalecerá. Economicamente, o Amazonas”, disse o coordenador do projeto.

Para o pesquisador, o apoio da Fapeam está sendo fundamental para tornar o trabalho realidade. “A Fapeam é importante para andamento dessa pesquisa. Esse é um projeto que vai beneficiar a sociedade com a melhoria na qualidade da produção de pescado, geração de emprego e renda e transferência de tecnologia”, disse Amaral.

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