02/10/2015 16h35 - Atualizado em 4/10/2015 12h44

Brasil reduz mortalidade na infância em 20% acima da média mundial

Número de mortes caiu de 91 para 43 a cada mil nascidos vivos.
Foto: Divulgação
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A redução da mortalidade na infância no Brasil foi 20% maior que a média mundial, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa conquista brasileira é um dos destaques de artigo publicado na edição de setembro da revista de saúde inglesa The Lancet, que analisa a mortalidade na infância no mundo entre 1990 e 2015. O índice, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), previa a redução em 2/3 (66%) da mortalidade no período. Globalmente, a taxa de mortalidade de menores de cinco anos caiu de 91 mortes por mil nascidos vivos em 1990 para 43 mortes por mil nascidos vivos em 2015 (queda de 53%). No Brasil, a redução foi de 60,8 óbitos por mil nascidos vivos em 1990 para 16,4 neste ano (queda de 73%). A meta internacional de diminuição já havia sido alcançada em 2012 no país, três anos antes.

De acordo com o artigo ‘Níveis e tendências globais, regionais e nacionais em menores de 5 anos – mortalidade entre 1990 e 2015, com base em cenários e projeções para 2030: uma análise sistemática pelo Grupo Interagências das Nações Unidas para Estimativas sobre Mortalidade Infantil’, os avanços das condições de saúde da criança brasileira são decorrentes de um conjunto de políticas públicas aplicadas no país. Entre as ações estão, a ampliação da cobertura da atenção básica, do acesso à vacinação, das taxas de aleitamento materno e do nível de escolaridade da mãe, além da diminuição da pobreza obtida pelo programa Bolsa Família. Essas ações se somam a outras políticas que levaram à quase extinção de internações por desnutrição, por doenças imunopreveníveis (sarampo, difteria, tétano neonatal, poliomielite, varíola, rubéola, meningites) e por diarreia/pneumonia.

Para o coordenador de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Paulo Bonilha, essa combinação de ações foi fundamental para o Brasil diminuir a mortalidade na infância. “O atendimento à gestante feito ao longo da gravidez é fundamental para o bebê nascer melhor. Depois, a qualidade da assistência ao parto, o incentivo ao parto normal para que ele não nasça prematuro, o acesso à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal se o bebê tiver qualquer complicação. Isso tudo somado ainda ao acompanhamento ao longo do primeiro ano de vida, com todas as ofertas, o aleitamento materno, a vacinação, as consultas médicas e de enfermagem, o acompanhamento do desenvolvimento neuro-psicomotor desse bebê. É muito importante que a gente consiga combinar todas essas estratégias e é isso que o SUS vem fazendo em todo o país”, afirma.

Segundo ele, o aumento das consultas de pré-natal é outro exemplo de ação realizada pelo Ministério da Saúde junto com estados e municípios contribuiu para a redução da mortalidade infantil e materna. Somente em 2014, foram realizadas mais de 20 milhões de consultas de pré-natal pelo SUS, o que representa aumento de 57% em relação a 2007 (quando foram realizadas 12,7 milhões de consultas).

A diminuição de óbitos de crianças era um dos Objetivos do Milênio (ODM) estipulados pela Organização das Nações Unidas (ONU). O tema está em discussão na 54ª reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) / 67ª sessão do Comitê Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, realizada até sexta-feira (2/10), em Washington, D.C., Estados Unidos.

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