29/10/2015 10h30 - Atualizado em 29/10/2015 10h30

Com mais de 8 milhões de desempregados, taxa de desocupação vai a 8,7%

A informação é do IBGE.
Foto: Divulgação/VEJA
Foto: Divulgação/VEJA

A taxa de desemprego no Brasil subiu de 8,1% para 8,7% no trimestre encerrado em agosto deste ano, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua). Trata-se da maior taxa observada na série histórica iniciada em 2012. Segundo o IBGE, o exército de desocupados soma 8,8 milhões de brasileiros. Isso corresponde a um incremento de 647.000 pessoas ante o trimestre anterior (de março a maio). Em um ano, a taxa subiu 29,6%, o que representa mais de 2 milhões de pessoas a mais à procura de trabalho.

Já a população ocupada totalizou 92,1 milhão de pessoas, permanecendo estável em relação ao último trimestre. Acompanhando o aumento do desemprego, o rendimento médio real do trabalhador recuou 1,1% no trimestre encerrado em agosto ante os três meses anteriores, indo de 1.904 reais para 1.882 reais.

A deterioração no emprego é reflexo direto da crise econômica. Com o aperto no orçamento das famílias, mais pessoas estão buscando vaga para complementar a renda, como jovens e idosos que estavam fora do mercado de trabalho nos últimos anos. Acontece que numa época de aperto e pouca disposição para investir o mercado se mostra incapaz de absorver todo o efetivo de desocupados.

“O mercado de trabalho não gera vagas para quem está em idade de trabalhar nem para quem está indo para a força de trabalho. A perda da estabilidade faz com que mais gente vá ao mercado”, avaliou o coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo.

O avanço do desemprego tem levado a uma precarização cada vez mais maior do mercado de trabalho. O número de empregados com carteira assinada caiu 3% em um ano e 1,2% ante o trimestre anterior. Isso significa uma perda de 1,1 milhão de pessoas enquadradas no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Em contrapartida, cresce o número de empregadores e trabalhadores por contra própria, com altas de 7,3% e 4,4%, respectivamente, ante igual período do ano passado.

A taxa de desocupação vem em trajetória crescente desde o trimestre encerrado em janeiro deste ano. No trimestre encerrado em agosto de 2014, o índice estava em 6,9%.

Na análise por atividade, o desemprego é puxado principalmente pela indústria em geral, que perdeu 233.000 trabalhadores entre os meses de junho a agosto ante o trimestre anterior. Na comparação anual, a perda da categoria é ainda maior, de 472.000 empregados, seguida por construção, com baixa de 222.000.

A Pnad Contínua é mais abrangente do que a Pesquisa Mensal do Emprego (PME), que só coleta dados em seis regiões do país e também é elaborada pelo IBGE. A Pnad Contínua é feita em cerca de 211.000 domicílios em todo o Brasil. Na PME,a taxa de desemprego ficou em 7,6% em setembro. No mesmo mês, o Brasil fechou 95.602 vagas formais de trabalho, pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1992, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.

Fonte: Veja.com

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