22/10/2015 10h50 - Atualizado em 22/10/2015 10h50

Com quase dois milhões de desempregados, setembro tem pior índice em seis anos

O índice subiu 2,7 pontos percentuais em relação ao mesmo mês do ano passado.
Foto: iStockphoto/Getty Images
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A taxa de desemprego se manteve em 7,6% em setembro, o mesmo porcentual verificado em agosto, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de mostrar estabilidade na comparação mensal, o índice subiu 2,7 pontos porcentuais em relação a igual mês do ano passado (4,9%) e teve o maior resultado para os meses de setembro desde 2009 – portanto, o pior em seis anos.

Esse aumento significativo na comparação anual é fruto da entrada de 670.000 pessoas (ou alta de 56,6%) nas filas do desemprego e da saída de 420.000 pessoas (ou queda de 1,8%) do mercado de trabalho seja por demissão, aposentadoria ou morte. Ao todo, o IBGE calcula que há 1,9 milhões de brasileiros desocupados. Já o número de pessoal ocupado chega a 22,7 milhões de pessoas.

O dado ficou ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas consultados pela agência Reuters, que estimavam uma taxa de desemprego de 7,8%.

Na comparação anual, as atividades da indústria e serviços prestados a empresas foram as que mais fecharam vagas, com redução de 4,3% e 3,8% respectivamente.

O estudo também escancara outro dado alarmante do mercado de trabalho brasileiro. O número de trabalhadores com a carteira assinada vem caindo mês após mês. Em setembro, a queda foi de 3,5% (ou 409.000 pessoas) em relação ao mesmo mês do ano passado.

A deterioração do mercado de trabalho é reflexo do cenário recessivo da economia, aliada à inflação elevada e à falta da confiança de empresários e consumidores.

A Pesquisa Mensal do Emprego (PME) tem uma abrangência menor do que a Pnad Contínua, cujo resultado é divulgado trimestralmente. A PME é feita com a entrevista de cerca de 120.000 pessoas residentes das regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em um ano, todas as seis regiões registraram aumento no efetivo de desempregados, com destaque para o Rio de Janeiro, que teve aumento de 86,5%.

“As pessoas estão descrentes de que vão arrumar um emprego efetivamente, e saem da pesquisa. Estão fazendo bicos, estudando para alguma especialização e isso é normal nesse período de crise”, avaliou o economista-chefe da Austin Rating Alex Agostini. Segundo ele, a tendência sazonal de criação de vagas no fim do ano deve acontecer num padrão bem abaixo da média histórica. O economista prevê que a taxa de desemprego vai fechar o ano na casa dos 7%.

Fonte: Veja.com

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