23/10/2015 13h24 - Atualizado em 23/10/2015 13h24

Instalador de persianas é preso por latrocínio de universitário

O crime ocorreu no dia 17 de agosto deste ano.
Foto: Divulgação PC
Foto: Divulgação PC

O delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, apresentou durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira, dia 23, o instalador de persianas Anderson Ferreira da Silva, 28, conhecido como “Pimpolho”. Ele e um adolescente de 17 anos estão envolvidos no latrocínio do universitário José Ricardo Parente Silva, ocorrido no dia 17 de agosto deste ano, na residência da vítima, situada no Beco Dez de Julho, bairro Compensa 1, zona Oeste.

A autoridade policial ressaltou na ocasião que a elucidação do caso só foi possível a partir do depoimento do adolescente de 17 anos, que se apresentou espontaneamente à sede da DEHS no último dia 3 de setembro e contou detalhes do crime. “O infrator confessou envolvimento no latrocínio e nos informou que Anderson teria participado do delito também. A partir disso representamos o mandado de prisão preventiva em nome dele”, explicou Martins.

Conforme o titular da DEHS, Anderson foi preso na última segunda-feira, dia 19, por volta das 19h, no momento em que caminhava pela Rua Belo Horizonte, bairro Compensa, zona Oeste da cidade. O fato ocorreu em cumprimento a mandado de prisão expedido no dia 3 de setembro deste ano, pela juíza Luciana da Eira Nasser, do Plantão Criminal.

Na sede da DEHS, na zona Leste da cidade, foi constatado que Anderson estava foragido do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde cumpria pena no regime semiaberto por roubo ocorrido em janeiro de 2012. Ele também tem passagens pela polícia por outra ocorrência de roubo, além de formação de quadrilha e posse de droga para consumo.
Anderson foi indiciado por latrocínio e, ao término dos procedimentos cartorários, será encaminhado à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, onde irá permanecer à disposição da Justiça. O adolescente foi conduzido para a Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) e responde por ato infracional pelo mesmo crime.

O latrocínio aconteceu no dia 17 de agosto deste ano, na residência da vítima, situada no Beco Dez de Julho, bairro Compensa 1, zona Oeste. O corpo de José, que tinha 36 anos quando o crime aconteceu, foi encontrado por um amigo, por volta de meio-dia, em um dos cômodos do imóvel.

“A testemunha contou aos policiais da DEHS que José estava com as mãos e pés amarrados com um cabo de celular e havia sido amordaçado com lençóis. A vítima também apresentava sinais de estrangulamento, mas a polícia aguarda a conclusão do laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML)”, disse Ivo Martins.

Segundo a autoridade policial, a testemunha relatou que no dia anterior ao crime, ele e José teriam ido ao Complexo Turístico Ponta Negra, na zona Oeste da capital, ocasião em que a vítima encontrou o adolescente, que estava na companhia de Anderson.

“Em seguida todos foram até a casa da vítima, onde os quatro passaram a noite. Pela manhã, por volta das 7h, a testemunha saiu para trabalhar e, ao retornar ao imóvel, encontrou o universitário morto”, explicou o delegado titular da DEHS.

De acordo com Martins, antes deixarem o local, Anderson e o adolescente roubaram um notebook, um aparelho celular e seis perfumes que pertenciam à vítima.

“Eles, de fato, mataram José com o intuito de subtrair alguns objetos dele. Existem informações de que a vítima já havia mantido um relacionamento homoafetivo com o adolescente. O rapaz de 17 anos teria atraído Anderson para a cena do crime com o intuito de roubar José Ricardo”, concluiu Martins.

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