21/10/2015 11h18 - Atualizado em 22/10/2015 10h45

Aumento do Imposto será repassado para a população, diz CDLM

Medida aumentará em pelo menos 7% preço dos produtos.
Foto: Alberto César/ALE-AM
Foto: Alberto César/ALE-AM

Em Cessão de Tempo na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM),o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-M), empresário Ezra Azuri Benzion, disse nesta quarta-feira (21) que o aumento de 1% do Imposto Sobre a Circulação de Produtos e Serviços (ICMS) será repassado para a população a partir do dia 1º de janeiro de 2016, caso o governador José Melo (PROS) não volte atrás no aumento.

“Quero informar aqui que eu vamos repassar todo esse aumento para a população, nós nossos produtos. Não vamos segurar não. Porque nossa tarefa é recolher e repassar”, afirmou. Benzion falou em nome do ‘Movimento Mais Amazonas, Menos Impostos’, formado por comerciantes e lojistas de Manaus. Eles estiveram na manhã desta quarta na ALE-AM em uma manifestação para reivindicar a anulação do aumento. Segundo dados apresentados por representantes do Movimento o aumento de pelo menos 7% no preço dos produtos.

O projeto que aumentou de 17% para 18% o ICMS foi aprovado no último dia 6 de outubro, após reunião com secretários do Estado, entre eles o Secretário de Fazenda, Afonso Lobo, que informou que o aumento era uma tentativa de equilibrar as contas do Estado, que sofreram queda por conta da crise, e manter investimentos e serviços. Lobo explicou ainda que a medida já foi adotada em outros Estados. Em alguns, o aumento foi de 2%.

O líder do governo na Casa, deputado David Almeida (PSD), disse que antes do projeto ser enviado à ALE-AM, foram realizadas reuniões com representantes dos lojistas, onde foram apresentadas a situação das contas do Estado e a necessidade do aumento.

Mesmo assim, o presidente da ALE-AM, deputado Josué Neto (PSD), disse que a ALE-AM mediará um novo diálogo entre a categoria e o Governo do Estado, para viabilizar um alternativa que não afete de forma significativa a população e nem o comércio local.

No início de outubro, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) disse que a aprovação do aumento no imposto poderia resultar em uma retração ainda maior da economia do Estado, e que o consumidor iria sofrer os impactos do aumento. A Federação ainda alertou para riscos de demissões.

Os cálculos mostram que isso causará uma inflação de 7% no preço dos produtos, além de uma perda da receita líquida das lojas, empresas e todos os estabelecimentos comerciais de 15 a 40%. Quando já está difícil para você pagar a conta, o Governo quer aumentar ainda mais seu custo de vida.

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