20/10/2015 10h59 - Atualizado em 21/10/2015 16h01

Onze fiscais da máfia do ICMS negociaram ao menos 143 imóveis

Os imóveis são avaliados em 62 milhões de reais.
Foto: Reprodução/VEJA
Foto: Reprodução/VEJA

Onze fiscais suspeitos de integrar a máfia do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de São Paulo compraram ou venderam em seus nomes ao menos 143 imóveis, segundo o jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira, avaliados em 62 milhões de reais, em valores atualizados. De acordo com o jornal, ao menos metade das negociações ocorreram nos últimos 15 anos. Os servidores são acusados de exigir pagamento de empresários para reduzir a cobrança do imposto e barrar multas por sonegação.

De acordo com o jornal, casarões em bairros nobres da cidade de São Paulo, apartamentos de frente para a praia em Niterói, no Rio de Janeiro, e fazendas na região Centro Oeste do país integram a lista de imóveis. O salário mensal dos fiscais gira em torno de 20.000 reais cada.

Na semana passada, a Justiça de São Paulo decretou o sequestro dos bens de dois desses fiscais do ICMS. Segundo as investigações do Ministério Público do Estado, José Roberto Fernandes e Eduardo Takeo Komaki são donos de 39 imóveis, entre terrenos, escritórios comerciais e apartamentos de alto padrão. As investigações, feitas em conjunto com promotores do Grupo de Combate do Crime Organizado (Gaeco) de Sorocaba e do Patrimônio Público da capital paulista, apontam que Fernandes tem 27 imóveis, enquanto Komaki tem doze.

Segundo os promotores, eles montaram empresas de administração de bens e colocaram alguns imóveis no nome delas para tentar burlar uma eventual fiscalização sobre o suposto enriquecimento ilícito. Segundo os promotores, os acusados adquiriram patrimônio totalmente incompatível com o salário de funcionário público, graças ao esquema.

Os 105 imóveis restantes em nome dos fiscais foram levantados pela Folha, em cartórios de diferentes regiões do Brasil.

Ao todo, doze fiscais foram denunciados em agosto passado por exigir dinheiro e formação de quadrilha. Eles são acusados de cobrar 35 milhões de reais em propina de pelo menos duas empresas. Uma delas, a Prysmian Energia e Cabos e Sistemas do Brasil, admitiu ter pagado 16 milhões de reais às filiais de Sorocaba, Jacareí e Santo André entre 2006 e 2013. Os servidores atuavam nas regiões da Grande São Paulo, de Santos, de Sorocaba e do Vale do Paraíba e atualmente ou estão aposentados ou foram afastados de suas funções. Alguns chegaram a ser presos, mas foram liberados depois de pagar um fiança de 350.000 reais.

Fonte: Veja.com

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