07/10/2015 14h07 - Atualizado em 7/10/2015 14h07

Prefeitura monta estratégia para combater malária em áreas de maior incidência

Em setembro foram notificados 1.200 casos da doença.
Foto: Reprodução
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A Prefeitura de Manaus está montando estratégias para combater a malária na capital, principalmente em áreas que foram invadidas. No mês de setembro, foram notificados 1.200 casos e o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, reuniu com técnicos da subsecretaria Municipal de Gestão da Saúde e do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae) para montar um plano imediato de ação e evitar o avanço da doença em áreas com maior incidência na cidade.

O secretário explicou que foi feita uma avaliação para identificar as estratégias e as dificuldades encontradas pelas equipes. “Estamos montando estratégias e ações de combate à malária nas áreas de maior índice. Vamos trabalhar intensamente nas áreas de maior vulnerabilidade com aplicação de fumacê para diminuir os focos do mosquito”, afirmou Homero.

O assessor técnico da subsecretaria Municipal de Gestão da Saúde, Romeo Rodrigues Fialho, explicou que a maior incidência de malária são em áreas de invasões e que 20 delas já foram identificadas. As ações serão intensificadas em áreas como o Acampamento Coliseu, Acampamento Jeferson Peres, Estrada do Puraquequara e Brasileirinho.

“Já na área rural de Manaus as comunidades Nossa Senhora de Fátima, Comunidade Abelha e Lago do Puraquequara, nossas equipes darão atenção especial. Além das visitas de orientação, a Semsa está realizando a borrifação contra os mosquitos em diversas áreas da cidade”, afirmou.

A diretora do Devae, Angélica Tavares, afirmou que a Semsa tem se empenhado no combate ao mosquito e tratamento imediato. “A malária é uma das doenças endêmicas de maior impacto sobre a população de Manaus transmitida por inseto. Por isso, estamos nos empenhando para o controle e intensificando a busca ativa dos casos suspeitos e iniciando o tratamento imediato”, declarou.

Sobre malária
Malária é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium. A transmissão ocorre após picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por protozoários do gênero Plasmodium. No Brasil, três espécies estão associadas à malária em seres humanos: P. vivax, P. falciparum e P. malariae.

O protozoário é transmitido ao homem pelo sangue, geralmente através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium ou, mais raramente, por outro tipo de meio que coloque o sangue de uma pessoa infectada em contato com o de outra sadia, como o compartilhamento de seringas (consumidores de drogas), transfusão de sangue ou até mesmo de mãe para feto, na gravidez.

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