15/10/2015 14h03 - Atualizado em 15/10/2015 14h03

Presidente da Câmara nega ter feito acordos para salvar mandato

Eduardo Cunha afirmou não ter nenhum encontro marcado com Lula.
Foto: Ueslei Marcelino (Reuters)
Foto: Ueslei Marcelino (Reuters)

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), classificou nesta quinta-feira, 15, como “ridículas” as notícias publicadas sobre acordos que ele vem fazendo tanto com o governo quanto com a oposição para salvar seu mandato no processo que deve ser instaurado no Conselho de Ética da Casa por quebra de decoro parlamentar.

O peemedebista negou ter tratado do assunto com ministros e afirmou não ter nenhum encontro marcado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Acho muito engraçado que vocês pegam as versões e publicam as versões, apesar de a gente desmentir, com destaque, com manchete, como se fosse fato. A mim só cabe desmentir”, afirmou. “Vocês só se desmoralizam com o fato real. Não fiz acordo nem com o governo nem com a oposição”, afirmou.

Cunha afirmou que o almoço que teve na quarta-feira, 14, com o vice-presidente da República, Michel Temer, não foi para tratar do acordo para que ele segure a abertura do processo de impeachment se o governo garantir maioria favorável a ele no Conselho de Ética. “Almoçar com Michel Temer vira acordo? Isso é brincadeira. Não há um dia quando estou em Brasília e ele está que a gente não se encontre. Só se a confusão do plenário não permitir”, afirmou.

Ele também negou que o acordo tenha sido a pauta de seu encontro com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner. “Conversei com Jaques Wagner uma vez na semana passada e outra nesta semana. Ele não propôs acordo nenhum. Eu conversar com ministro significa que tem que ter proposta de acordo? Acho isso tão ridículo. Semana passada eu tomei café com o Edinho (Silva, ministro da Secretaria de Comunicação Social). Qual o problema? Não consigo entender. Eu ter um encontro com alguém significa que tem que ter acordo? Tenho que dialogar com todo mundo. É o meu papel”, afirmou.

O peemedebista disse ainda que o fato de o governo procurá-lo para conversar não significa estar desesperado. “Não acho que conversar é atitude de desespero. Quem acha não está habituado a fazer política. Política é diálogo.”

Cunha disse exercer seu “papel institucional”. “Sempre disse que não ia agir nem como governo nem como oposição. Com independência”, afirmou.

“Neste papel do impeachment eu exerço o papel de juiz. Alguém conversa com juiz sobre a sentença que ele vai dar? Não existe isso”, disse o presidente da Câmara.

Eduardo Cunha disse ainda não ter qualquer encontro agendado com Lula, que está em Brasília desde a noite de quarta-feira. “Não tenho nenhum problema de encontrar com ele. Mas não fiz nenhum contato com ele nem ele fez nenhum contato comigo. Não marquei nenhum encontro com ele nem ele marcou nenhum encontro comigo. Não estive com ele nem ele esteve comigo. O resto é imaginação de vocês”, afirmou.

“Tenho o maior prazer de encontrar com ele e com qualquer outro agente político relevante como ele é. Recebo e dialogo como o maior prazer”, disse Cunha. “Não tenho nenhum problema de conversar com qualquer um, nem que seja contra mim.”

Fonte: Exame.com

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