14/10/2015 10h22 - Atualizado em 14/10/2015 10h22

Vendas no varejo têm pior agosto desde 2000

Esse é o sétimo mês seguido de baixa no setor.
Foto: Ernesto Rodrigues/AE/VEJA
Foto: Ernesto Rodrigues/AE/VEJA

Motor do crescimento econômico nos últimos anos, o consumo dos brasileiros continua amargando sucessivos números negativos em 2015. O volume de vendas do comércio varejista teve uma queda de 0,9% em agosto ante julho, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Este é o sétimo mês seguido de baixa no setor. Para os meses de agosto, a variação negativa é a maior desde 2000, quando as vendas recuaram 1%.

Em comparação com o ano passado, a queda nas vendas é ainda mais acentuada, de 6,9%. Nessa base de comparação, é a maior queda desde março de 2003, quando retraiu 11,4%. No ano, o recuo é de 3%, e no acumulado dos últimos doze meses, o decréscimo é de 1,5%.
Já o varejo ampliado, que inclui a venda de veículos, motos e peças e materiais de construção, registrou uma queda de 2% em agosto ante o mês anterior, e de 9,6% em comparação com igual mês de 2014.

O fraco resultado do segmento foi puxado pelo desempenho das atividades relacionadas à comercialização de veículos e motos, partes e peças (-5,2%); livros, jornais, revistas e papelaria (-2,6%); material de construção (-2,3%); móveis e eletrodomésticos (-2,0%); tecidos, vestuário e calçados (-1,7%); e combustíveis e lubrificantes (-1,3%).

Na outra ponta, avançaram as vendas em lojas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,6%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,0%).

Na comparação anual, o que mais pesou sobre o dado negativo do setor foram as atividades de hiper, supermercado, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com queda de 4,8%; móveis e eletrodomésticos (-18,6%); e tecicos, vestuários e calçados (-13,7%). O IBGE apontou quatro motivos que explicam esse desempenho: aumento nos preços dos alimentos, restrição ao crédito, redução da massa salarial do trabalhador e o aumento do desemprego.

Com a crise econômica batendo à porta dos brasileiros, o consumo tem caído mês após mês e empurrado o Produto Interno Bruto (PIB) do país para o campo negativo.

“Em síntese, em agosto de 2015, o volume de vendas no varejo prossegue mostrando um quadro de menor ritmo, expresso não só pelo sétimo mês seguido com resultado negativo na comparação com o mês imediatamente anterior, mas também no perfil disseminado de taxas negativas entre os principais segmentos”, informou o instituto de pesquisa, em nota.

Fonte: Veja.com

*** Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o AM POST.

Ultimas notícias

Contato Termos de uso Wp: (92) 99344-0505