13/11/2015 17h32 - Atualizado em 13/11/2015 17h37

“A vida do periquito vale mais que a vida humana”, diz diretor do Dentran-AM

Declaração foi dada em audiência pública da ALE-AM que discutiu impunidade no trânsito.
Foto: Dircom/ALEA-M
Foto: Dircom/ALEA-M

O diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), Leonel Feitosa, disse nesta sexta-feira (13) durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) que a população amazonense se indignou e foi às ruas em defesa dos periquitinhos que ocupavam as árvores de um condomínio localizado na avenida Efigênio Sales, mas não se indigna com o número de pessoas mortes em acidentes de trânsito que ocorrem todos os dias em Manaus.

“A vida do periquito vale mais do que a vida humana, e isso não pode acontecer. A população tem que se indignar. Mostrar sua indignação” disse Leonel Feitosa se referindo as manifestações que a população realizou após a morte de pelo menos 200 periquitinhos em novembro do ano passado. Durante a audiência, que debateu as causas de acidentes e a impunidade dos motoristas que causaram a morte de pessoas no trânsito, Leonel também apresentou estatísticas do trânsito de Manaus, referente ao período de 2014 e até o mês de setembro de 2015.

Segundo ele, o Detran-AM contabilizou a suspensão de 12 mil Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) no Amazonas, só este ano. “Das 12 mil CNHs recolhidas, 2 mil eram de motoristas flagrados alcoolizados ao volante. É um número alarmante e que precisamos combater com uma legislação mais rígida. Hoje ainda é branda”, disse.

A audiência, promovida pelo deputado Sinésio Campos (PT), visava discutir a impunidade no trânsito em Manaus. Durante a reuniu, que debateu desde a causa mais frequente de acidentes de transito, até a demora no julgamento de processos, e perícia dos acidentes com vítimas fatais, os representantes de órgãos de fiscalização do trânsito e do judiciário decidiram que hospitais, tribunais e órgãos de regulação de trânsito deverão reunir informações sobre acidentes e mortes envolvendo motoristas imprudentes.

“Durante a audiência foi proposto por mim, e aceito por todos, que os órgãos públicos presentes repassem ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas) diversos dados inéditos que hoje ficam somente com cada um, para elaborarmos um meio de reduzir mortes e acidentes no trânsito”, disse Sinésio Campos, referindo-se a diversas informações como despesas de acidentados em hospitais, pagamento de seguros e indenizações, custas jurídicas e estatísticas em geral para “ajudar na elaboração de futuras políticas públicas sobre a questão”.

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