09/11/2015 14h51 - Atualizado em 9/11/2015 14h59

Base aliada do prefeito, defende secretário de Governo em contratação de advogada

Noronha e Ana Farias estão sendo vinculados em processo que será investigado pelo MPE.
Foto: Tiago Corrêa (CMM)
Foto: Tiago Corrêa (CMM)

Vereadores da base aliada do Governo Municipal saíram em defesa do secretário de Governo e chefe da Casa Civil, Márcio Noronha, e da advogada Ana Luísa, contratada pela Prefeitura de Manaus para exercer atividades na Diretoria de Elaboração Legislativa da Casa Civil, na manhã desta segunda-feira (9), no plenário do Poder Legislativo Municipal.

Os nomes de Noronha e Ana Luísa Souza Farias estão sendo vinculados pela oposição a um processo de licitação, a ser investigado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), no valor de R$ 68 milhões, do qual Ana Luísa, ex-sinhazinha da Fazenda do Boi Garantido, atuou como representante da empresa FM Rodrigues, vencedora da licitação para iluminação de LED na cidade.

O vereador Elias Emanuel (PSDB) garantiu que o chefe da Casa Civil está tranquilo quanto à questão das investigações, pois não tem nada a temer. O vereador fez questão de ressaltar, também, que a advogada Ana Luísa não trabalha em nenhum momento na controladoria dos contratos de licitação executados pela Casa Civil. “Ela tem currículo, mestrado em direito administrativo e foi contratada para atuar na Diretoria de Elaboração Legislativa, que passa bem longe da Unidade Gestora de Abastecimento de Energia Elétrica, que trata da iluminação pública da cidade e nem funciona na estrutura física da Casa Civil”, garantiu. “Portanto, repito expresso reconhecimento pela profissional que tem por isso a contratação e ao Márcio Noronha, extremamente exigente, como secretário de Governo”, destacou.

Essa diretoria, como fez questão de esclarecer o vereador, não tem nenhuma ingerência na área da UGP, apesar de fazer parte da Casa Civil. “Mário Noronha e Ana Luísa têm condutas ilibadas e essas investigações não assustam. A Prefeitura de Manaus não tem nada a esconder e nada a de que se envergonhar”, completou Elias Emanuel.

Waldemir José acha que, se as informações publicadas na imprensa forem verídicas, o secretário-chefe da Casa Civil não tem condições de continuar no cargo.

Glória Carratte (PSD) protestou, por ter entendido que o vereador Waldemir José estava relacionando Ana Luísa com a figura folclórica do Festival de Parintins. “É preconceito. Isso é mesmo que filho de político, não pode assumir um cargo público, que é sempre discriminado. Conheço a Ana Luísa e seu da sua competência, assim como o secretário, que jamais usaria esse cargo para promover alguém”, assegurou.

Arlindo Júnior (PROS) argumentou, também, que Ana Luisa é uma excelente profissional e que atua como advogada há muito tempo, e que deixou, inclusive, de ser sinhazinha para se dedicar a carreira profissional na área do Direito. Segundo ele, ainda, se o promotor Fábio Monteiro já disse que vai investigar, confia nele.

O vereador Walfran Torres (PTC) ressaltou que a Prefeitura tem criado mecanismos de controle, porque a questão orçamentária preocupa, uma vez que os recursos estão mais escassos, gerando impactos negativos no orçamento e no custeio da máquina pública. De acordo com ele, as denúncias são vazias e tanto Ana Luísa quanto Márcio Noronha têm a confiança dos vereadores.

Professor Bibiano (PT) é da opinião de que toda denúncia tem que ser averiguada. “O que está posto é que a advogada da FM Rodrigues assinou a defesa da empresa no processo licitatório e agora foi contratada pela Casa Civil”, afirmou.

O vereador Joelson Silva (PHS) também se manifestou no sentido de desmistificar a contratação de Ana Luísa para a Casa Civil. “Eu trabalhei no Departamento Legislativo da Casa Civil e sei que não tem nenhuma ingerência sobre contratos e licitações. Sei também da conduta do secretário Márcio Noronha na administração pública e do interesse público”, disse.

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