06/11/2015 10h32 - Atualizado em 6/11/2015 10h32

Com alta de 0,82%, IPCA de outubro é o maior em 13 anos

O IPCA é o indicador oficial de inflação.
Foto: Gabriel Soares/ Brazil Photo Press/Folhapress
Foto: Gabriel Soares/ Brazil Photo Press/Folhapress

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em outubro, sua maior elevação para esse mês desde 2002, quando subiu 1,31%, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA é o indicador oficial de inflação, que serve como referência para as decisões do Banco Central sobre a taxa básica de juros da economia brasileira.

No acumulado dos últims 12 meses, a alta é de 9,93%. Isso representou aceleração do indicador em comparação com o mês, quando a alta acumulada em 12 meses foi de 9,49%. Mais uma vez, a alta foi a mais forte em mais de uma década. O IPCA não acumulava alta tão expressiva em 12 meses desde novembro de 2003, quando chegou a 11,02%.

A alta de outubro ficou um pouco acima das expectativas de mercado. Em pesquisa realizada pela agência Reuters, a previsão dos economistas era de elevação de 0,80% em outubro e de 9,91% no acumulado dos últimos 12 meses.

O IPCA está muito acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central. O regime de metas de inflação, que baliza a política monetária do BC, tem como alvo um IPCA de 4,5% no ano, com tolerância para que cheggue até 6,5%. De janeiro a outubro, no entanto, a alta é 8,52%.

Combustível, o vilão – Com elevação de 6,09%, os combustíveis puxaram a alta da inflação em outubro, segundo o IBGE. A gasolina ficou 5,05% mais cara no mês. A maior alta ocorreu em São Paulo (6,21%) e a menor, em Recife (1,70%) e Vitória (1,72%). O preço da gasolina subiu como reflexo do reajuste nas refinarias de 6% autorizado a partir de 30 de setembro.

O aumento do etanol em outubro foi de 12,29%. Mais uma vez, São Paulo teve a alta mais expressiva (14,99%) e Recife, a menor (2,85%). O preço do diesel, por sua vez, subiu 3,26% no mês.
O encarecimento dos combustíveis elevou os gastos das famílias com transportes.
A alta desse item foi de 1,72%. Também pressionaram o resultado os aumentos dos preços de passagens aéreas (4,01%), pneu (0,94%), ônibus intermunicipal (0,84%), conserto de automóvel (0,69%) e acessórios e peças (0,46%).

Fonte: Veja.com

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